Blog sobre Meio Ambiente | Ecolmeia

Blog sobre Meio Ambiente

Archive for agosto, 2009

A 100 dias da CoP 15, Idec e outras entidades iniciam série de atividades para sensibilizar o governo brasileiro a se posicionar com mais firmeza durante encontro, que acontece na Dinamarca, propondo ações e metas ambiciosas para o enfrentamento climático

Começa neste sábado (29) a mobilização para a GCCA (Campanha Global de Ações pelo Clima) – chamada “Campanha Tic Tac”. Com uma série de ações programadas em diversas capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Manaus) e em outros países, a iniciativa visa à sensibilização dos governos que participarão da CoP 15 (15ª Conferência das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que acontece em dezembro, em Copenhague.

A campanha é apoiada pelo Idec, Vitae Civilis, Greenpeace, SOS Mata Atlântica e outras organizações. Seu início acontece exatamente 100 dias antes da CoP 15 e contará com a inauguração de grandes relógios (totens de 3m X 1,2m) com o “painel Tic Tac” marcando a contagem regressiva para a conferência. Acontecerão também a distribuição de kits de mobilização, eventos públicos e a realização de abaixo-assinados por ações pelo clima.

Em 1997, foi ratificado o Protocolo de Kyoto, no Japão. O tratado internacional estabeleceu compromissos para combater o efeito estufa, um dos responsáveis pelo aquecimento global. O documento prevê que, até 2012, os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5,2% em relação aos níveis medidos em 1990. O fato desse prazo para cumprimento das metas estar no fim torna fundamental a celebração de um novo tratado, estabelecendo outras medidas.

A ideia da “Campanha Tic Tac” é conseguir um posicionamento mais firme e ousado do Brasil na conferência deste ano, assumindo compromissos concretos, ampliando sua posição de liderança positiva e propondo ações e metas ambiciosas, alinhadas a conhecimentos científicos e interesses estratégicos de longo prazo.

Plataforma mínima

Entre outras coisas, o movimento propõe a criação de um novo marco internacional, garantindo que o aquecimento global fique abaixo dos 2°C, em relação à média da era pré-industrial.

A plataforma do grupo reivindica ainda o estabelecimento de metas e mecanismos para que, antes de 2020, comece a trajetória descendente das emissões globais de gases do efeito estufa e, no caso dos países desenvolvidos, a redução de pelo menos 40% das emissões dessas substâncias, em relação aos níveis de 1990.

O grupo busca estabelecer legalmente mecanismos financeiros para viabilizar a redução de emissões e programas de adaptação nos países em desenvolvimentos, para atender as áreas e comunidades mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Por fim, estão previstas na plataforma a aprovação da criação de soluções e mecanismos de REDD (Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal) para compensar o desmatamento e promover a conservação das florestas e a garantia dos direitos de populações indígenas, além da adoção de medidas e políticas que promovam a sustentabilidade.

Veja mais informações sobre a campanha no site www.tictactictac.org.br, conectado à GCCA internacional. O Idec também vem discutindo a questão do aquecimento global por meio da campanha Clima e Consumo.

Programação

29 de Agosto (“100 dias para Copenhague”):
Serão inaugurados relógios e/ou paineis em todo o país, marcando a contagem regressiva para a CoP 15. Haverão distribuição de “kits mobilização”, reuniões em locais públicos para inauguração de um “painel tictactictac” de contagem regressiva, com leitura de um curto manifesto alinhado com a plataforma mínima e distribuição de formulários para coleta do abaixo-assinado global da GCCA.

21 de Setembro (“O tempo passa, senhores líderes!”):
Antecede a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), a reunião do G20 sobre clima e a reunião de Bangkok (preparatória da COP 15). Iniciativas chamando a atenção para essas importantes reuniões internacionais e conectadas com o Dia Mundial sem Carro serão apoiadas e/ou propostas pela GCCA-BR. “Bicicletadas”, caminhadas e outras manifestações com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa serão o formato típico das iniciativas. Entrega parcial do abaixo-assinado o Secretário Geral.

24 de Outubro (“Hora de pensar bem e agir rápido.”):
Pode incluir eventos culturais e artísticos, como mega-shows combinados com manifestações de artistas e lideranças sociais e políticas ou ações semelhantes às do dia 21 de Setembro.

7 a 19 de Dezembro (“Olhos, ouvidos e esperanças na COP15″):
Durante a Conferência do Clima em Copenhague colaboradores da GCCA acompanharão o desenrolar das conversações e comunicando os resultados e perspectivas ao público do mundo todo. Vigílias e acampamentos são algumas das ações previstas, assim como o envio de mensagens e a deflagração de manifestações-relâmpago, seja no mundo físico, seja no mundo da internet e das mídias sociais.

Enviado por Edgard Giglio Moreno
Ecolmeia│Agenda 21 do Grande ABC

Lei Estadual que protege as florestas

Escrito por Elaine Santos Em agosto - 26 - 2009ADICIONAR COMENTÁRIOS

LEI Nº 13.600, DE 25 DE AGOSTO DE 2009- (DOESP DE 26/08/09)

(Projeto de lei nº 419, de 2007, do

Deputado Baleia Rossi – PMDB)

Dispõe sobre o comércio ilegal de madeiras

no Estado e dá providências

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e

eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º – Os estabelecimentos comerciais e industriais

que venderem ou utilizarem madeira extraída ilegalmente

das florestas brasileiras terão imediatamente

cancelados seus cadastros como pessoa jurídica pela

Secretaria da Fazenda do Estado.

Artigo 2º – Esta lei entra em vigor na data de sua

publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 25 de agosto de 2009

JOSÉ SERRA

Francisco Graziano Neto

Secretário do Meio Ambiente

Minc: Brasil assumirá metas de controle do efeito estufa
Da Agência Estado
No Rio de Janeiro
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que o Brasil vai assumir metas de redução das emissões de CO2 durante a reunião da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro. “Está definido que haverá (metas). Isso é mais um avanço das discussões que estão tendo nossas equipes técnicas e vamos chegar a um número. O Brasil terá metas, mas naturalmente cobrará recursos, parcerias tecnológicas”, afirmou Minc, depois de palestra na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro.

As metas ainda serão definidas pelas equipes técnicas do chamado G-3, que inclui os ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Itamaraty. “Primeiro foi uma queda de braço para a gente fazer um plano com metas voluntárias e internas, porque antes não tinha nem isso. Depois criamos o G-3 e estamos avançando mais. O Brasil já aceitou o parâmetro de não mais de 2 graus de elevação (da temperatura) até o final do século e não mais do que 450 ppms (partes por milhão) de CO2 na atmosfera”, disse.

Para Minc, o Brasil está “lentamente avançando”, não somente na modificação da posição de ter meta, mas também no tema em si. Os países ricos têm pressionado os emergentes a se comprometer com as metas internacionais para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. O ministro anunciou ainda que esta semana será apresentado um inventário das emissões de CO2 nos setores de energia, indústria e transportes de 1994 para 2007. Segundo Minc, houve aumento nessas áreas, mas, por outro lado, este ano será registrado o menor desmatamento dos últimos 20 anos.

Degradação ambiental tem impacto direto na saúde humana, alerta especialista
Colaboração de Daniela Mattiaso – ArtCom Assessoria de Comunicação

Contaminações, principalmente em reservas de água potável, colocam em risco saúde pública, seja através da ingestão ou contato com organismos patogênicos, substâncias cancerígenas e tóxicas

“A degradação do meio ambiente impacta diretamente na saúde humana, bem como na qualidade de vida”, afirma a médica Telma de Cássia dos Santos Nery, da Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Segundo ela, “os problemas ocasionados pelos contaminantes químicos ou toxinas presentes na água para consumo humano, derivam do fato de que as microdoses, com características cumulativas e tóxicas, provocam efeitos adversos à saúde ao serem ingeridas por tempo prolongado”.

Os principais riscos à saúde humana gerados por estas degradações derivam, basicamente, de dois grupos, segundo a médica: “àqueles relacionados às substancias presentes nos efluentes de grandes áreas urbanas (lixo, esgotos, etc), provenientes de matéria orgânica, e aqueles provocados pelos poluentes de origem industrial, mineração, etc”. Sendo a maior parte dos contaminantes provenientes de atividades urbanas, industriais e agrícolas.

Como todas estas atividades atingem diretamente as águas subterrâneas, ainda que menos visíveis e de forma mais lenta que as águas superficiais, elas se tornam disseminadoras dos agentes contaminantes, ampliando a abrangência da área atingida rapidamente.

A doutora alerta que “a poluição da água subterrânea tende a ser insidiosa”, sendo necessário um trabalho multidisciplinar para a prevenção, controle e gestão das áreas de saneamento, saúde e meio ambiente.

Para isso, especialistas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, do Ministério da Saúde do Brasil, Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde, além de um representante internacional, farão um debate sobre os ”Riscos à saúde humana decorrentes da contaminação”, durante o I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (CIMAS), na Fecomércio, em São Paulo, Capital, dia 17 de setembro. O objetivo, segundo Telma, que será moderadora da mesa redonda, é debater as responsabilidades e ações do poder público na gestão e vigilância do recurso, além de encontrar uma proposta de modelo de gestão mais eficiente para poços de usos particulares, de modo que eles contemplem também ações preventivas e corretivas.

Quem tiver interesse em participar do evento, pode fazer a inscrição por meio do site: www.abas.org/cimas

O I CIMAS é promovido pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), com patrocínio da Agência Nacional das Águas (ANA) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

SERVIÇO

I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo
Local: Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo, Capital
Realização: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS)
Informações: (11) 3871-3626
E-mail: cimas@abas.org
Site: www.abas.org/cimas
São Paulo (SP)

Atendimento à imprensa:
Marlene Simarelli, Daniela Mattiaso e Isabella Monteiro
marlene@artcomassessoria.com.br
daniela@artcomassessoria.com.br
isabella@artcomassessoria.com.br
Telefone: (19) 32372099

Assessoria de Comunicação

Visão Regional das Questões Ambientais

Escrito por Elaine Santos Em agosto - 23 - 20091 COMENTÁRIO (S)

DSC00501

Visão Regional das Questões Ambientais 22/08/2009
Encontro dos Secretários do Meio Ambiente do ABCDMRR – USCS – SCS

Chegou a hora da sociedade rever os padrões de consumo. Geramos mais resíduos do que a Terra consegue processar e eliminar. Isso volta para nós em forma de poluição, doenças, contaminação das fontes de água, calor (aquecimento global), destruição de ecosistemas entre outros impactos. A transformação desse modelo depende de um processo de tomada de consciência de toda a sociedade, que esta sujeita a ação de muitas pessoas, tanto do setor público quanto do privado.

Nós aqui presentes, representamos uma parcela da sociedade abcediana, através de ONG´s, Redes Sociais, Fóruns, individualmente como ambientalistas ou especialistas, buscamos essa transformação, através de métodos universais como Agenda 21 em defesa dos recursos naturais para benefícios de todos, promovendo o desenvolvimento sustentável da região, através da dimensão climática.

Nossa proposta pressupõe a integração entre todos os setores, através de uma gestão sustentável dos recursos naturais, buscando as boas práticas das políticas públicas sobre o clima e que deva ser suprapartidária, em outras palavras a inserção da dimensão climática no planejamento de todas as secretarias municipais do ABC e integradas através da transversalidade.

Nossos focos sobre a redução dos impactos negativos são: As águas, o Ar e a Terra, visando reduzir o consumo dos recursos naturais e a geração de resíduos sobre estes, trabalhando a educação em todas suas formas lícitas e possíveis para a obtenção da melhora de qualidade de vida, para o ser humano, nossa região e o planeta.

Devemos separar as competências pelos 3 setores a serem trabalhadas prioritariamente:

Público
- Transportes
Sistema viário – Com estudos de Mobilidade e acessibilçidade, Transporte coletivo,
Legislação, etc.
Emissões – Tecnologias, Legislação, etc.
- Uso do solo e áreas verdes.
Residencial, Comercial, Industrial, Parques e reservas, Aterros, Mananciais, etc.
Com Leis de Ocupação e Uso do Solo, Fiscalização efetiva, Estudos e planejamentos, Turismo ecológico, de negócio e cultural.
- Energias
Alternativas, como a Solar, Eólica, Fotovoltaica, etc.
- Educação
Inclusive a ambiental, nos três níveis, pública e privada e de forma transdisciplinar.

Privado
- Consumo
Investimentos no redesenho da extração de matérias primas alternativas, das tecnologias,
dos produtos, processos, distribuição, gestão, embalagens, publicidade, etc

Cidadão
- Educação
Consumo consciente e Descartes (coleta seletiva, compostagem).
- Alimentação
Consumo consciente, redução embalagem, não mistura do lixo, compostagem, alimentação
orgânica, redução componentes tóxicos, etc.

Caminhos para Educação

Pública Os 3 poderes – A3P, Parcerias, Conselhos.
Escolas – A3P, Palestras, Oficinas e Artes.
Privada Selo Verde, Associações, Seminários, Congressos.
Cidadã Agenda 21 com a participação dos 3 setores.

Mobilização dos setores

1º setor Criação do fórum, da frente parlamentar, dos Conselhos.
2º setor Associações, mídias específicas, seminários, congressos, etc. e do 1º setor.
3º setor Associações de bairros, equipamentos comunitários, parcerias com 1º setor,

Considerações para um processo sustentável.

Trabalhar com a Cultura da Paz, (inclusiva e integrativa e a não violência)
Adoção de critérios como:
Documentos: registros, levantamentos históricos, diagnósticos participativos
Planejamentos sobre bacias hidrográficas, etc.
Metodologia: Buscar indicadores, escala de planejamento, Ética e transparência.
Aplicação Transversal, Aplicar liderança circular, Buscar sempre a co criação para os redesenhos, Reduzir a distância entre o Natural e Artificial, Introduzir o E no conceito político/pedagógico dos 3 R´s. (buscar a resiliência).

Necessidades – articuladas em conjunto

Levantamento de indicadores confiáveis.
Elaboração de um inventário e cenários futuros.
Adoção de meta de redução de emissão para um determinado ano no cenário futuro.
Adoção de um plano de ação regional (local) construído em um processo participativo, descrevendo políticas e medidas que o governo local irá adotar efetivamente.
Cronograma de Implementação das políticas e medidas, pelos 7 municípios.
Monitoramento e verificação dos resultados pelos cidadãos.
Ações sem fronteiras devem partir do Consórcio, como o caso das águas, ar, transporte, mobilidade, acessibilidade, educação, trabalho, uso do solo…Turismo (de negócio, de lazer, cultural, etc.).

Exemplos:

Calçadões, Integração com ônibus de qualidade, trem p/ SBC, metro na região, incentivo fiscal para uso de energia renovável, (solar, eólica), redução de impostos para processos ecológicamente corretos, incentivos para áreas de maior absorção de águas, para produtos atóxicos, para greenbuilding, implantação de ciclovias e ciclódromos, premiações para idéias ecológicamente corretas e de fácil implantação, internalização das externalidades (dimensões climáticas) nos custos dos produtos e serviços. Uso de lâmpadas LED na iluminação pública, redução de impostos para quem mantém limpo seu espaço florido, com árvores (preferencialmente nativas), cooperativas para compostagem e venda de adubo orgânico, incentivo ao uso de bike, dando descontos e privilégios, rodízio de veículos no ABC, criar GT´s ou Conselhos para planejamento de energias alternativas, estudo do clima da região, revisão do código de trânsito, uso do solo, código de obras, envolvendo especialistas, acadêmicos, pessoas e grupos pertinentes. Energia solar para equipamentos públicos, (escolas, semáforos, cemitérios, tiro de guerra, etc), corredores de transporte, aeroporto (?) Corredor Turístico da Mata Atlântica (Estoril, Serra do Mar, RGS, RP, Suzano e Mogi das Cruzes) integrado ao Turismo de negócios e cultural. Incentivo a arborização por bairro, vila, bacia hidrográfica, etc.

REDE DE ONG´S E AMBIENTALISTAS DO ABC 22/08/2009
AGENDAS 21 DO ABC

Edgard Giglio Moreno
edgard_giglio@yahoo.com.br

Saco é um saco

Escrito por Elaine Santos Em agosto - 23 - 20092 COMENTÁRIOS

O Princípio dos 3Rs é um caminho para a diminuir o volume de lixo que deixamos no planeta, e ele se aplica perfeitamente ao caso das sacolas plásticas.

REDUZIR significa consumir menos produtos e preferir aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade. No caso das sacolinhas, é pegar só a quantidade necessária

REUTILIZAR é usar novamente ou para outra finalidade. No caso das sacolas e sacos plásticos, é reutilizar para novas compras ou como saco de lixo

RECICLAR envolve a transformação dos materiais para a produção de matéria-prima para outros produtos por meio de processos industriais ou artesanais. É fabricar um produto a partir de um material usado. Podemos produzir papel reciclando papéis usados. Papelão, latas, vidros e plásticos também podem ser reciclados. As sacolas plásticas também são recicláveis: aquelas que rasgaram e não podem ser reutilizadas devem ser destinadas para a reciclagem.

Talvez você não veja as sacolinhas como lixo, como resíduo, por que usa as suas como saco de lixo – essa é uma forma de reutilização. Mas nem todas as sacolas plásticas são reutilizadas, algumas são rasgadas ou simplesmente não são necessárias, e são jogadas no lixo ou na natureza, aumentando a quantidade de lixo e sujeira no planeta.

No caso de sacos e sacolas plásticas, nós sugerimos que Princípio dos 3Rs seja precedido de um outro R: o RECUSAR. Recuse sacos e sacolas plásticas sempre que possível. Ajude a diminuir a demanda por recursos não-renováveis (as sacolas plásticas são feitas a partir do petróleo ou do gás natural), a emissão de gases de efeito estufa liberados em sua fabricação e a poluição nas cidades, matas e oceanos causada pelas sacolinhas plásticas.

 

 saco é um saco

Caroline Grava de Lima

Comunicação

caroline.lima@avape.org.br

 

O PAPEL DO MONITORAMENTO DE POLUENTES NA GESTÃO DA QUALIDADE DO AR

RODRIGO KIESLARCK MORETTI

RESUMO

   

O ar sendo indispensável à sobrevivência do ser humano, tem suas variáveis quanto à qualidade, tendo influencia decisiva na vida de crianças, idosos e pessoas com saúde comprometida, e com pré disposição a sofrerem de alguns tipos de doenças, já que a qualidade do ar esta diretamente relacionado a presença de poluentes na atmosfera, que podem ser determinada através de padrões estabelecidos, para quantificar e qualificar um ar que esta em condições normais ou poluído.  O monitoramento da qualidade do ar, nos diversos segmentos da sociedade, é determinante para a gestão da qualidade do ar, pois dará suporte para as ações a serem implantadas, que visam à melhoria da qualidade do ar, não descartando que o ser humano é o maior interessado em ter uma boa qualidade do ar, mas também é o maior responsável pela poluição da atmosfera.

As causas da poluição do ar possuem particularidades distintas nos diversos pontos do planeta, pois estão vinculadas diretamente aos processos econômicos e de apropriação de recursos ambientais, que geram para alguns muitos benefícios, e por contra partida, deixando impactos de destruição ambiental e também social para suas localidades, e dependendo do tipo de ação antropica, para cidades e países distantes.

O consumo cada vez maior dos recursos naturais, como o petróleo, o aumento de veículos de transporte em circulação, e o crescimento populacional das áreas urbanas são algumas das causas do avanço na contaminação da qualidade do ar. “A contaminação da atmosfera atinge milhões de pessoas em todo mundo, especialmente as que vivem nos grandes centros industriais com tráfego intenso de veículos. (ABES, 2008 ?)”.

Responsáveis pelo COMPET – Programa nacional da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural, desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia, vem realizando campanhas como o Dia do Combate a Poluição do Ar, trazendo informações, sobre o nível em que esta a poluição do ar na grande São Paulo:

A emissão de monóxido de carbono (CO), um gás sem cor e altamente tóxico, está relacionada principalmente com o processo de combustão tanto em fontes móveis (motores a gasolina, diesel ou álcool) quanto em fontes fixas industriais. Só na região metropolitana de São Paulo, que possui um quinto dos veículos do país, cerca de 1,46 milhão de toneladas do poluente são lançadas na atmosfera ao ano. (COMPET, 2009).

Não seria possível quantificar o tamanho do estrago causado pelos poluentes lançados na atmosfera, sem que houvesse o monitoramento do ar, que poderá trazer resultados, como os dias de maior incidência de poluição, ou até mesmo a os horários de pico destas emissões de gases e particulados poluentes.

[...] a inauguração de uma estação de monitoramento da qualidade do ar destinada a estudar gases precursores de ozônio e monóxido de carbono. [...] as amostras coletadas diariamente são analisadas, identificadas e quantificadas. (VITORINO, 2007).

O monitoramento do ar traz informações importantes para a nossa vida cotidiana, dando informações que servem de base para estudos de causas de algumas doenças, e até mudanças de hábitos diários:

A maior concentração do ozônio ocorre no horário de pico da radiação solar. Por isso, essa seria a pior hora para realizar a prática de esportes como a corrida. Por conta do maior volume de ar circulando nos pulmões durante o esforço empreendido pela corrida exatamente no horário do dia em que a concentração de ozônio está aumentada, o praticante sente ainda mais o resultado da ação do poluente. Especialmente portadores de rinite, bronquite ou sinusite devem ficar atentos a esse detalhe. (VITORINO, 2007).

A participação popular, nas discussões em torno das alternativas a serem tomadas para minimizar os estragos causados pela poluição, é de suma importância, pois mesmo com todos os problemas gerados pelas mudanças climáticas e o aquecimento global, empresários e políticos ainda insistem em promover o uso de energias altamente poluidoras como o combustível fóssil.

A estratégia de voltar a usar carvão, mesmo por países com forte consciência ecológica, como a Alemanha, está deixando a comunidade ambientalista em pânico. Para ela isso põe o mundo em uma trajetória onde será impossível controlar o aquecimento global. (VITORINO, 2007).

Contudo, deve-se promover uma mobilização política e popular, com intuito de debater as conseqüências da poluição atmosférica e das mudanças climáticas, visando à implantação de um maior número de estações de monitoramento do ar, buscando sistemas de transportes alternativos eficazes, com elaboração de programas de produção e viabilidade de utilização das energias consideradas limpas, por conseqüência a diminuição gradual do uso de combustíveis fósseis. Tais ações são necessárias frente ao quadro avançado associado às mudanças climáticas e o aquecimento global.

4 REFERENCIAS

VITORINO, Marcelo, IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Instituto inaugura estação de monitoramento de poluentes. São Paulo, 2007. Disponível em: < http://www.ipen.br/sitio/?idc=1703>. Acesso em: 12 maio 2009.

ABES, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Monitoramento da Qualidade do Ar: avaliação de metodologia baseada no licenciamento ambiental. Belo Horizonte, [2008?].

COMPET, Programa nacional da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural, Ministério de Minas e Energia. As Perdas Causadas Pela Poluição Atmosférica. São Paulo, [2009?]. Disponível em: <http://www.conpet.gov.br/poluicao/index.php?segmento=corporativo#inicio>. Acesso em: 12 maio 2009.

Revista da Semana, Europa aumenta o uso do carvão. São Paulo, 2008. Disponível em:

http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/35/ambiente/materia_ambiente_277665.shtml. Acesso em: 12 maio 2009.

Entrevista com catador

Escrito por Elaine Santos Em agosto - 11 - 20091 COMENTÁRIO (S)

Entrevista realizada em 30/01/2009 São Bernardo do Campo – SP

Entrevistado: Raimundo Agostinho Neto, Catador, 63 anos Natural de São Miguel do Tapuí (PI)

Ao final vídeo com depoimento

Ecolmeia – Qual seu trabalho?
Raimundo – Sou catador

Ecolmeia – Quando iniciou o trabalho como catador?
Raimundo – Em 2006

Ecolmeia – O que o levou a começar o trabalho como catador?
Raimundo – Eu saí da firma e estou doente, não consegui mais emprego.

Ecolmeia – Reconhece a importância de seu trabalho?
Raimundo – Sim. Eu ganho meu salário, faço a limpeza da rua, ajudo a Prefeitura.

Ecolmeia – Mais alguém em sua família é catador?
Raimundo – Não, só eu mesmo

Ecolmeia – Como está a quantidade de coleta, aumentando ou diminuindo?
Raimundo – Aumentou mais da metade, aumentou os quilos. Acho que é porque as pessoas estão trazendo mais, e eu estou esperando.

Ecolmeia – Para onde leva o material? Sabe o que fazem com ele?
Raimundo – Levo para o Ferro Velho do Farina em São Bernardo. De lá eles levam para a fábrica para moer e prensar e vai para a usina de reciclagem, mas não sei onde é.

Ecolmeia – Qual o tipo de material que mais chega para reciclar?
Raimundo – Papelão, papel branco, plástico é caro, mas tem menos.

Ecolmeia – Como varia o preço do material?
Raimundo – Varia assim pode “marca” aí: papel branco – R$ 0,20 / ferro e papelão – R$ 0,05 “tava” R$ 0,20, caiu / plástico – R$ 0,30, vem menos/ alumínio – R$ 1,50, é raro/ pet R$ 0,60/ misto- R$ 0,01 é jornal e revista.

Ecolmeia – Porque caiu?
Raimundo – As usinas não estão comprando e algumas fecharam, aumentou a quantidade e o preço baixou, depois da crise lá americana.

Ecolmeia – As pessoas te respeitam quando está trabalhando? Na rua, no trânsito.
Raimundo – Eu sou respeitado na rua. Tem gente que diz que posso ser considerado um empresário (risos) porque trabalho por conta própria. Tem gente que buzina.

Ecolmeia – Aonde vai quando fica doente e precisa de médico?
Raimundo – Vou ao Posto de Saúde, sou bem tratado lá, só consulta, para exames demora dois, três meses.
Marquei oculista em outubro e ainda não consegui consulta.

Ecolmeia – O que gostaria de fazer se não fosse catador?
Raimundo – Se eu fosse novo não estaria nessa, seria um carpinteiro.

Ecolmeia – Se fosse novo e fosse estudar, qual faculdade gostaria de fazer?
Raimundo – De médico operador (cirurgião) para poder ajudar os outros. Fui criado sem pai e mamãe era pobre, éramos 9 irmãos no interior.

Ecolmeia – O que espera que melhore em sua vida?
Raimundo – Daqui “pra” frente não tenho chance, na minha idade só “pra” ir vivendo.
A Prefeitura se quisesse podia me ajudar, mas não se interessa, se eu pudesse levar o que coleto para uma cooperativa.
“Pra” melhorar seria trabalhar com a Prefeitura na cooperativa.
Eu gostaria de trabalhar dentro de uma cooperativa, sem ficar no tempo e fazendo serviço pesado. É meu sonho.

Sou como um funcionário da Prefeitura, porque limpo o lixo das ruas.