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Archive for outubro, 2009

TI verde: 5 dicas para tornar sua empresa sustentável

Escrito por Elaine Santos Em outubro - 27 - 20094 COMENTÁRIOS

Saiba por que o departamento de tecnologia deve liderar processo que tornará as empresas ecologicamente corretas.

Por Computerworld/EUA

Cada vez mais cresce a pressão para que as empresas sejam sustentáveis. No entanto, a maioria delas sequer possui profissionais com foco em questões voltadas a sustentabilidade e gestão em meio-ambiente. Lacuna que abre portas às equipes de tecnologia da informação (TI),  as quais têm excelente chance de tomar proveito do que já sabem sobre TI Verde.

Ou sejam, estão na frente de outros profissionais por deterem mais conhecimentos sobre sustentabilidade e liderar esse processo nas organizações. Agora, por que TI deve assumir esse papel? A primeira razão é o fato de a tecnologia estar presente em todas as áreas da organização.

Segundo, as principais medidas para economizar energia elétrica e cortar custos e que contribuem para o meio-ambiente vêm de ações da área de TI. O problema está em como obter conhecimento para liderar a área. “Não existe ainda um currículo padrão para as melhores práticas de TI Verde”, diz o vice-presidente da consultoria inglesa Datamonitor Group e um dos fundadores da consultoria verde SIG411 LLC, Adrian Bowles.

Isso significa que os profissionais precisam aprender sozinhos ao mesmo tempo em que são cobrados para entregar resultados “verdes”. A reportagem do Computerworld nos Estados Unidos ouviu diversos líderes de TI e identificou cinco conjunto de ações bastante valiosas, que podem ajudar as empresas a torná-las mais sustentáveis. Confira abaixo:

 
1. Crie ambientes que tornem viável projetos com foco em sustentabilidade

Organizações de todos os tipos e tamanhos estão tentando criar ambientes de trabalho mais sustentáveis. Algumas até vêm buscando a liderança na área com certificados oficiais que atestem essa condição. Para tanto, os profissionais de TI são chamados a criar soluções.

“Não é algo que costumamos fazer na condição de profissionais de tecnologia” diz o vice-presidente global de Energia e Utilites da IBM, Brad Gammons. Os profissionais de TI vão ter que pensar em como suas decisões causam impacto no projeto de sustentabilidade e, consequentemente, na forma em que as instalações da empresa afetam a infraestrutura tecnológica.

“O impacto é grande nos tipos de dispostivios usados, no local onde as pessoas serão alocadas, assim como nos espaços de trabalho que são desenhados, entre outras questões”, explica Gammon. O departamento de tecnologia também precisa entender melhor as infraestruturas complexas usadas para a manutenção de prédios inteligentes.

Tecnologia cuida dos espaços físicos, sistemas de segurança, controle de acesso e, em alguns casos, até mesmo dos sistemas de aquecimento e ar condicionado. “Nos velhos tempos, o gerenciamento de sistemas de edificações funcionavam como ilhas. Hoje, tudo se integrou no departamento de TI”, afirma o vice-presidente global de energia e sustentabilidade da Johnson Controls, Clay Nesler. A empresa é fornecedora de soluções de energia para edifícios.

De acordo com Nesler, os técnicos de TI devem entender as métricas e os sistemas de monitoramento que estão por trás dos edifícios sustentáveis e entender, com clareza, que eles possuem requisitos diferentes de outros sistemas relacionados aos computadores. “Você não pode resetar um ar condicionado da mesma forma que faz com um servidor”, diz. “Há questões de segurança e de saúde ligadas ao uso do equipamento. Se o profissional olhar somente para o console de sistema, pode levar em consideração todas essas variáveis”.

2. Mantenha regras que controlem as emissões de carbono

A TI passa a ter, também, a responsabilidade de cortar as emissões de carbono da empresa, mesmo aquelas que precisam manter uma rede de logística vasta. Assim, alguém da área de tecnologia deve entender de carbono e saber mensurá-lo nos produtos e processos por toda a companhia, diz Adrian Bowles, da Datamonitor.

Assim, a área de TI terá de colaborar com outras unidades de negócios para calcular, capturar e reportar todas as atividades de compra e saídas feitas por diversos departamentos. Ou seja, dentro do próprio departamento de tecnologia, por exemplo, pode-se avaliar quanto o desenvolvimento de uma aplicação vai emitir de carbono com a energia gasta com hardware em testes.

Todas as unidades possuem suas próprias questões do gênero. “Assim, o profissional de TI precisará entender a economia e as implicações do gerenciamento de carbono: o que é monitorado hoje, o que deveria ser monitorado e quais serão as demandas do futuro que também precisarão ser observadas”, explica Bowles. “Não dá para gerenciar o que não se consegue medir”.

 3. Procure se adequar às regulamentações ligadas ao meio-ambiente

Os líderes de tecnologia estão se deparando com leis e regulações que impactam tudo o que a TI produz, compra, descarta e emite de carbono. No Brasil, as iniciativas existem, mas ainda são incipientes. A regulamentação que existe no mundo é um excelente parâmetro, sobretudo pelo seu rigor, embora sejam realistas quando à possibilidade de se adotar uma postura mais verde e sustentável, sem impacto nos negócios.

4. Adote políticas de gerenciamento de energia

Os profissionais da área de TI devem desenvolver um melhor entendimento sobre a necessidade de energia de toda a organização e como as pessoas se relacionam com os dispositivos elétricos, diz o diretor de marketing e ecotecnologia da Intel, John Skinner.

O executivo reconhece que a maior parte das companhias já possui pessoal específico para cuidar da conta de energia, mas acredita que os profissionais de TI é que deverão se envolver com a área e em tecnologias que começam a despontar, como a virtualização.

Além de desenvolver sistemas de monitoramento, criar data centers eficientes, pensar na tendência das redes inteligentes de energia elétrica e em seus requisitos, os profissionais também devem lidar com uma situação em que a alimentação não é suficiente para atender às necessidades da empresa em determinados locais. “A menor disponibilidade de energia também é algo que exigirá grandes esforços dos profissionais”, afirma o analista sênior da Datamonitor, Vuk Trifkovic.

 
5. Reconstrua as habilidades já existentes

Análises de negócios: as empresas terão de incluir em suas soluções de análises de negócios módulos que direcionem projetos verdes. Para fazer isso, elas terão de determinar o que deve ser analisado e como apresentar os resultados e informações.

Gerenciamento de mudanças: mudar significa deixar o que já está definido para ações como, desligar monitores ao deixar o posto de trabalho, abandonar o scanner que fica sob a mesa, entre outras questões. É necessário entender como influenciar as pessoas para comprar a ideia da sustentabilidade.

Telecomunicações: os departamentos de TI imploram por especialistas na área, segundo Bammons. As iniciativas verdes também devem incluir redução de viagens, o que se traduz na necessidade de soluções avançadas de comunicações. A implantação de infraestrutura para possibilitar o trabalho remoto também conta muitos pontos.

Gerenciamento de ativos: as empresas começaram a analisar produtos com critérios verdes. Com isso, os líderes de TI precisam considerar novos fatores ao calcular o custo total de propriedade de seus ativos. Eles terão de considerar a quantidade de gases tóxicos que o ativo produz, além da eletricidade que consomem e o custo para realizar um descarte ecologicamente correto no final do ciclo de vida.

Crédito: Banco do Planeta

 

   selo-verde_marca registrada                                                                                                                                                                                                Selo Verde Ecolmeia: premiação concedida às Organizações que desenvolvem seus processos e/ou atividades voltadas à preservação ambiental.

 

Conselho Gestor – Agenda 21 do Grande ABC

Escrito por Elaine Santos Em outubro - 25 - 20092 COMENTÁRIOS
 
Conselho Gestor 25_10_09Reunião do Conselho Gestor 
Agenda 21 do Grande ABC 
25/10/2009 – 15h
 
Relato de  Sandro Nicodemo
 
Local: Paróquia de São Bento – Rua Bom Pastor, 1248 (esquina com Av. Paraíso) – B. Olímpico – São Caetano do Sul
 
 
 
 
Participantes:
 
- Amilcar Zanelatto, Marcos Godinho e Rosângela Fernandes - Agenda 21 de São Caetano do Sul
- Marcelo e Elaine – Agenda 21 de São Bernardo do Campo e Pedreira/Rio Grande da Serra
- Juliana Santos - Agenda 21 de Santo André
- Sandro Nicodemo – Agenda 21 do Grande ABC
 
Pauta/Encaminhamentos:
 
1) Indicação dos representantes (sociedade civil / poder público) para o II Encontro Estadual das Agenda 21 Locais (26, 27 e 28/11/2009):
- Grande ABC: Sandro Nicodemo / Marcelo Liochi
- Santo André: Edmar Folguerar / representante da SEMASA
- São Bernardo do Campo: Marcelo Setti / indicação do Secretário Giba Marson
- São Caetano do Sul: Amilcar Zanelatto/ Marcos Godinho
- Diadema: INDICADOS PELO ANFITRIÃO
- Mauá: Sidney Farias / José Soares
- Ribeirão Pires: Lucas / representante da SEVEMASA ou indicação de Paola da Receita Federal
- Rio Grande da Serra: Edgard Moreno / Akira Auriani
- Pedreira/RGS: Elaine verificará
- Paranapiacaba: Carolina Estéfano / indicação da Carol
 
2) Construção da Missão da Agenda 21 do Grande ABC:
“Ser uma ferramenta participativa para a promoção da cidadania, preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, por meio da construção coletiva de políticas públicas integradas na Região do Grande ABC.”
 
3) Elaboração do Banner da Agenda 21 do Grande ABC para: “3ª Jornada Cidadã” – 14/11/2009 – Paço Municipal de Mauá; e II Encontro Estadual das Agenda 21 Locais – 26, 27 e 28/11/2009 – Diadema e Consórcio (Santo André).
 
Será enviado modelo de Banner para inspiração dos municípios, que deverão elaborar seus Banners para exposição.
 
A próxima reunião do Conselho Gestor da Agenda 21 do Grande ABC será realizada às 15h na tenda da Agenda 21 do Grande ABC, durante a 3ª Jornada Cidadã.
 

No dia 7 de novembro acontece a quarta edição do DIADESOL, o Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania, com o tema Cidade e Resíduos, promovido anualmente pela Câmara Técnica de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Seção São Paulo). Este ano, o evento conta com a parceria do Fórum Lixo e Cidadania do Estado de São Paulo, AIDIS (Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental), Movimento Nossa São Paulo, Assamapab – Associação de Ambientalistas e Amigos do Parque da Água Branca e Rede Agenda 21. O DIADESOL  acontece no Parque da Água Branca, em São Paulo.

 O evento tem a proposta de despertar conscientização para questões ligadas a resíduos sólidos, sabendo que estes  transformaram-se nos últimos anos num dos mais importantes problemas ambientais da sociedade, com largo espectro social, econômico, tecnológico, político, ambiental e jurídico. Entre as atividades programadas estão concurso de  vídeo, o Seminário “Cidadania e Resíduos Sólidos, mostra de produtos reciclados, oficinas de arte e atividades recreativas para adultos e crianças”.

 Para Dante Ragazzi Pauli, presidente da ABES/SP, promover a troca de experiências gera benefícios importantes à conscientização social. “Aproximar a equipe técnica da população, propagar o conhecimento científico e criar oportunidades para que as pessoas usem essa informação nas questões do dia a dia é um passo importante para o desenvolvimento sócio-ambiental de nosso país”.

 Para a coordenadora da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos, Roseane Maria Garcia Lopes de Souza, as parcerias são determinantes para o crescimento do evento. “A cada ano o evento amplia suas atividades, sua programação e sua importância. As parcerias são fundamentais para que o DIADESOL se solidifique com uma data marcante para a conscientização para resíduos sólidos em nosso país”.

 O evento deste ano será realizado no Parque Dr. Fernando Costa (Parque da Água Branca). A entrada e franca e as atividades ocorrerão das 9h às 17h.

 Concurso de Vídeo

‘Resíduos Sólidos’ é o tema do Concurso de Vídeo Amador promovido pela ABES/SP, que premiará o vencedor com a quantia de R$ 2.000,00. Os vídeos podem ser enviados até o dia 31 de outubro para a sede da entidade. No site da Associação – www.abes-sp.org.br ou www.diadesolsp.ning.com – está disponível o regulamento e o formulário de inscrição.

 SERVIÇO

4º DIADESOL (Novembro de 2009)

ABES-SP: Rua Eugênio de Medeiros, 242, 6° andar – Pinheiros – São Paulo.

Mais informações: http://www.abes-sp.org.br , www.diadesolsp.ning.com ou abessp@uol.com.br

Contatos: (11) 3814-1872 | (11) 3813-9615. 

Convite Diadesol

Encontro realizado em 20/10/09 – Faculdade Anchieta São Bernardo do Campo – SP –  Secretário Giba MarsonAgenda 21 do Grande ABCpor GT Comunicação da Agenda 21 do Grande ABC –  Relato de Sandro Nicodemo – facilitador da Agenda 21 do Grande ABC

Aconteceu no último dia 20 de outubro, terça-feira, às 19h, em São Bernardo do Campo, um evento organizado pelaFoto Faculdade Anchieta com a proposta de colocar os estudantes do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, em contato com profissionais da área ambiental que atuam no município. Contou com a organização dos professores, como o Coordenador Prof. Moacir Guets, Profª Priscila Bolcchi, e alunos. Estiveram presentes: o Secretário Especial de Coordenação de Infra-Estrutura e Secretário de Gestão Ambiental, Giba Marson; o articulador da Agenda 21 do Grande ABC e Conselheiro Suplente de Meio Ambiente pelas ONGs Ambientalistas de SBC, Sandro Nicodemo; o presidente do IBDE do Brasil Meio Ambiente, Sidney Faria; e o presidente da OSCIP Pró Rio Grande, Marcelo Setti.

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Além dos componentes da mesa, vale destacar a presença qualificada do público que, além de estudantes dfaculdade-anchieta3o curso de Gestão faculdade-anchieta4Ambiental, que preencheram a quadra da Instituição com suas seis turmas, contou com a presença de Sônia Lima – Secretaria de Habitação e Meio Ambiente (SHAMA), Rubens Bayarri – SOS Chácara Silvestre e Conselheiro Titular de Meio Ambiente pelas ONGs Ambientalistas de SBC, Elaine Santos, estudante do curso e presidente da ONG Ecolmeia; Daniel Turi, presidente do Instituto iBiosfera, entre outros.  O evento foi iniciado com uma palestra de Nicodemo sobre o tema “Agenda 21″ e, em seguida, uma explanação sobre o histórico e andamento da “Agenda 21 do Grande ABC”, complementada com exemplos sobre a educação ambiental que fazemos e apresentação de instrumentos de gestão locais como: COM-VIDA e Agenda 21 Escolar, assim como A3P – Agenda Ambiental na Administração Pública.

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Na sequência tivemos a fala de Faria, que apresentou dados sobre desmatamento em São Bernardo do Campo.

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Encerrando o momento de apresentações, o Secretário Giba Marson apresentou questões referentes à atual gestão, e trouxe o comunicado sobre a proposta de São Bernardo conduzir um processo de construção de um planejamento sustentável considerando o cenário em 2025. Destacou a questão da dificuldade de cobrar as compensações do RODOANEL, ocasionado por negociações anteriores.

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Com as apresentações realizadas, foi aberto um espaço para perguntas, onde estudantes e demais participantes puderam questionar a questão das construções em área de manancial, paralisação do programa Bairro Ecológico, Rodoanel e demais assuntos pertinentes referentes à cidade.

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Vale destacar alguns desafios colocados: Como reduzir a emissão de poluentes atmosféricos com o aumento do número de veículos, ainda mais com o Grande ABC abrigando grandes montadoras?

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Quais os cuidados necessários com a verticalização da região? Como cobrar as compensações do RODOANEL sendo que a obra já está praticamente finalizada e a negociação não foi realizada de forma “séria” antes do início da mesma? Como tratar do trecho leste do RODOANEL onde os municípios que o receberão serão somente prejudicados?

Fica registrado o evento e as pessoas que saem do mesmo com uma enorme responsabilidade durante e após a conclusão do curso de Gestor Ambiental. Foram trazidos problemas reais, em andamento, que precisarão ser enfrentados fora da sala de aula, seja em departamentos técnicos, como no âmbito político e sistema econômico vigentes.

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O Secretário Giba Marson ainda enfatizou o compromisso da gestão de Luiz Marinho com a Agenda 21, conforme Carta-Compromisso assinada durante evento realizado em 2008, enquanto candidato a prefeito de São Bernardo.

Fotos: Elaine Santos

Para participar das atividades da agenda 21 do Grande ABC, envie um email para o facilitador dos Trabalhos: sandronicodemo@gmail.com

Agenda 21 do Grande ABC

GT Comunicação

Elaine Santos

11 9228-3161

Transparência Florestal – Amazônia Legal

Escrito por Elaine Santos Em outubro - 18 - 2009ADICIONAR COMENTÁRIOS

Última publicação do desmatamento na Amazônia pelo Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia

Em agosto de 2009, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou 273 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Porém, cerca de 46% (125 quilômetros quadrados) desse desmatamento pode ter ocorrido antes, pois estava situadoemáreas cobertas por nuvens nos meses anteriores. Em relação a agosto de 2008 quando o desmatamento atingiu 102 quilômetros quadrados houveumaumento de 167% (mais…)

16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação

Escrito por Elaine Santos Em outubro - 13 - 2009ADICIONAR COMENTÁRIOS

“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.”
[Artigo XXV / DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS]

Estatísticas da Fome:
- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo,1 bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.

a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo, o Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% das crianças Brasileiras, menores de 5 anos sofrem de anemia crônica.

O Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas.Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem terras.

Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante.Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: “Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todo mundo uma dieta adequada.”

O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.

…em 2007 havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009 cento nove milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há 30.000 meninos soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.

“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.

Essas são algumas das Estatísticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo.

Um mundo livre da fome

Nós do Planeta Voluntários buscamos um mundo sem fome e desnutrição – um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudáveis. Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se como membros ativos e ativos da sociedade.

“Alimentação é um direito inviolável.”
Por Marcio Demari
PLANETA VOLUNTÁRIOS
Porque ajudar faz bem !

O belíssimo Planeta Terra

Escrito por Elaine Santos Em outubro - 10 - 2009ADICIONAR COMENTÁRIOS

Existe um sentido no que a natureza fala, no que a Terra fala.
A maior parte do tempo não estamos pacientes ou serenos o suficiente para dar atenção à narração.

Plástico de milho

Escrito por Elaine Santos Em outubro - 1 - 20092 COMENTÁRIOS

plastico de milho

Plástico de milho
Um plástico biodegradável, derivado de grãos de milho, pode revolucionar o mercado de embalagens de alimentos como arroz e feijão, além de substituir os plásticos convencionais em produtos descartáveis como sacos de lixo, filmes moldados para sacolas e para coberturas temporária de plantas, etiquetas plásticas de plantas e até talheres.

Obtido a baixo custo a partir de recursos renováveis – a produção de milho no Brasil excede o consumo, o amido termoplástico tem excelente biodegradabilidade. O material foi desenvolvido no Laboratório de Superfícies e Filmes Finos do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da COPPE/UFRJ e no Laboratório de Polímeros Hidrossolúveis do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da UFRJ durante o doutorado da pesquisadora Rossana Mara da Silva Moreira Thiré, sob orientação das professoras Renata Antoun Simão (COPPE) e Cristina Tristão de Andrade, do (IMA).

Os filmes à base de amido representam uma alternativa ecologicamente correta para o mercado como substituto dos filmes de polímeros convencionais, derivados do petróleo. Entretanto, até agora, a aplicação tecnológica dos plásticos de amido era dificultada pela natureza hidrofílica do material, que absorve água facilmente e incha, perdendo suas propriedades mecânicas e ação de barreira.

As pesquisadoras conseguiram produzir um material completamente biodegradável e com redução de até 90% na absorção de água, utilizando um recobrimento fino, de 100 nanômetros (1 milionésimo de milímetro) de espessura. Esta camada protetora de carbono amorfo hidrogenado é obtida através de técnica de deposição de filmes finos por plasma frio. A superfície da peça feita de amido termoplástico é coberta para evitar o contato entre a umidade do ar e o material, preservando suas propriedades, inclusive a biodegradabilidade.

“O filme de amido de milho é completamente biodegradável, uma vez que não há adição de polímero sintético. Os plastificantes utilizados – água e glicerol – também são biodegradáveis, e o recobrimento de carbono amorfo hidrogenado é ecologicamente correto”, afirma Rossana Mara.

O plástico de milho não requer equipamentos específicos para sua produção. Os grãos de amido são processados através de técnicas convencionais utilizadas para plásticos sintéticos, como vazamento (ou “casting”), extrusão, moldagem por compressão, moldagem por injeção e moldagem por sopro, na presença de aditivos.

Realizado com recursos do programa Bolsa Nota 10, concedida pela Faperj, o projeto de pesquisa resultou na tese “Obtenção e caracterização de filmes biodegradáveis à base de amido de milho com reduzida sensibilidade à água”.

O desenvolvimento de plásticos biodegradáveis é uma linha de pesquisa ativa do Laboratório de Polímeros Hidrossolúveis do IMA/UFRJ desde 1995. Agora, as pesquisas podem contar com a experiência do Laboratório de Superfície e Filmes Finos da COPPE/UFRJ em modificação superficial de filmes.

Rossana Mara, atualmente pesquisadora do Laboratório de Polímeros Hidrossolúveis do IMA/UFRJ, apresentar o produto a empresários no Encontro Brasileiro sobre Tecnologia na Indústria Química, que acontece de 1 a 3 de outubro, em São Paulo. “É preciso haver um melhor relacionamento entre pesquisadores e a indústria química. Os produtos devem sair da escala de laboratório para a escala industrial”, afirma a cientista, que patenteou o amido termoplástico em nome da UFRJ.

Ela ressalta que em um cenário internacional cada vez mais pressionado pelas questões ambientais, a busca de materiais biodegradáveis é de vital importância para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social de um país.

Além do produto em si, a pesquisa resultou no desenvolvimento de um método inédito para o recobrimento de filmes à base de polímeros naturais ou outros materiais sensíveis ao vácuo, por intermédio da tecnologia de plasma frio. Os resultados obtidos durante os trabalhos da tese foram publicados em quatro congressos/eventos nacionais e cinco congressos internacionais, além do periódico inglês Carbohydrate Polymers.

Fonte: FAPERJ