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Archive for novembro, 2009

Clique para abrir a Cartilha Ambiental

São Bernardo lança Cartilha de Educação Ambiental

Patrocinado por empresas locais, O secretário de Meio Ambiente de São Bernardo, Giba Marson, lançou nesta quinta-feira (22/10/09) a Cartilha de Educação Ambiental na Prática, que será distribuída nas escolas publicas da cidade.        

A prática de educação ambiental está vinculada diretamente com o exercício da cidadania na medida em que trata das questões relativas ao ambiente humano, pois envolve um trabalho e a busca de soluções para problemas sociais, como a fome e a violência, as desigualdades sociais, a preservação dos recursos naturais, a preservação da diversidade biológica, o consumo excessivo, a questão do lixo, etc.”.

Nesse sentido, o poder público e a iniciativa privada, em ações conjuntas, devem estar engajados para prover um meio ambiente ecologicamente equilibrado, do qual todos nós temos direito, e através de investimentos em educação ambiental, é que se criarão novos valores em nossa sociedade.

 A cartilha traz exemplos de práticas ambientais, cabíveis em qualquer lugar, começando da nossa casa, externado-se à escola, trabalho, etc..; e ilustra os problemas ambientais de nossa cidade, nos convidando a uma maior reflexão.

 Créditos:

Erica Santim - Gestora Ambiental

 PM São Bernardo do Campo - Cartilha Ambiental eletrônica gentilmente cedida à Ecolmeia.

Índios não tem medo do silêncio…

Escrito por Elaine Santos Em novembro - 4 - 20092 COMENTÁRIOS

 

ÍNDIOS NÃO TEM MEDO DO SILÊNCIO

 

                       Nós os índios, conhecemos o silêncio, não temos medo dele.                             

 

Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles

nos transmitiram esse conhecimento.

 

“Observa, escuta, e logo atua”, nos diziam.

Esta é a maneira correta de viver.

                                   Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes;

observa os anciões para ver como se comportam;

observa o homem branco para ver o que querem.

 Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.  

 Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com vocês, brancos e pretos, é o contrário.

Vocês aprendem falando.

 

Dão prêmios às crianças que falam mais na escola,

em suas festas, todos tratam de falar.

 

No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos,

e todos falam cinco, dez, cem vezes e chamam isso de “resolver um problema”.

 Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.

Precisam  preencher o espaço com sons.

 

Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.

                                                       Vocês gostam de discutir,

em sequer permitem que o outro termine uma frase.

Sempre interrompem.

 Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido.

Se começas a falar, eu não vou te interromper.

 

Te escutarei, mas talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo,

mas não vou interromper-te.

 

 Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste,

mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.

 

 Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.

 

Terás dito o que preciso saber.

Não há mais nada a dizer.

 Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.

                           Deveriam pensar nas suas palavras como se fossem sementes.

 Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.

Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando,

e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

 

Existem muitas vozes além das nossas, muitas vozes.

 Só vamos escutá-las em silêncio.

 

 

 APRENDAMOS COM ELES…

 

 

Texto traduzido por Leela, Porto Alegre:

“Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder” – Kent Nerburn