O PAPEL DO MONITORAMENTO DE POLUENTES NA GESTÃO DA QUALIDADE DO AR
RODRIGO KIESLARCK MORETTI
RESUMO
O ar sendo indispensável à sobrevivência do ser humano, tem suas variáveis quanto à qualidade, tendo influencia decisiva na vida de crianças, idosos e pessoas com saúde comprometida, e com pré disposição a sofrerem de alguns tipos de doenças, já que a qualidade do ar esta diretamente relacionado a presença de poluentes na atmosfera, que podem ser determinada através de padrões estabelecidos, para quantificar e qualificar um ar que esta em condições normais ou poluído. O monitoramento da qualidade do ar, nos diversos segmentos da sociedade, é determinante para a gestão da qualidade do ar, pois dará suporte para as ações a serem implantadas, que visam à melhoria da qualidade do ar, não descartando que o ser humano é o maior interessado em ter uma boa qualidade do ar, mas também é o maior responsável pela poluição da atmosfera.
As causas da poluição do ar possuem particularidades distintas nos diversos pontos do planeta, pois estão vinculadas diretamente aos processos econômicos e de apropriação de recursos ambientais, que geram para alguns muitos benefícios, e por contra partida, deixando impactos de destruição ambiental e também social para suas localidades, e dependendo do tipo de ação antropica, para cidades e países distantes.
O consumo cada vez maior dos recursos naturais, como o petróleo, o aumento de veículos de transporte em circulação, e o crescimento populacional das áreas urbanas são algumas das causas do avanço na contaminação da qualidade do ar. “A contaminação da atmosfera atinge milhões de pessoas em todo mundo, especialmente as que vivem nos grandes centros industriais com tráfego intenso de veículos. (ABES, 2008 ?)”.
Responsáveis pelo COMPET – Programa nacional da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural, desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia, vem realizando campanhas como o Dia do Combate a Poluição do Ar, trazendo informações, sobre o nível em que esta a poluição do ar na grande São Paulo:
A emissão de monóxido de carbono (CO), um gás sem cor e altamente tóxico, está relacionada principalmente com o processo de combustão tanto em fontes móveis (motores a gasolina, diesel ou álcool) quanto em fontes fixas industriais. Só na região metropolitana de São Paulo, que possui um quinto dos veículos do país, cerca de 1,46 milhão de toneladas do poluente são lançadas na atmosfera ao ano. (COMPET, 2009).
Não seria possível quantificar o tamanho do estrago causado pelos poluentes lançados na atmosfera, sem que houvesse o monitoramento do ar, que poderá trazer resultados, como os dias de maior incidência de poluição, ou até mesmo a os horários de pico destas emissões de gases e particulados poluentes.
[...] a inauguração de uma estação de monitoramento da qualidade do ar destinada a estudar gases precursores de ozônio e monóxido de carbono. [...] as amostras coletadas diariamente são analisadas, identificadas e quantificadas. (VITORINO, 2007).
O monitoramento do ar traz informações importantes para a nossa vida cotidiana, dando informações que servem de base para estudos de causas de algumas doenças, e até mudanças de hábitos diários:
A maior concentração do ozônio ocorre no horário de pico da radiação solar. Por isso, essa seria a pior hora para realizar a prática de esportes como a corrida. Por conta do maior volume de ar circulando nos pulmões durante o esforço empreendido pela corrida exatamente no horário do dia em que a concentração de ozônio está aumentada, o praticante sente ainda mais o resultado da ação do poluente. Especialmente portadores de rinite, bronquite ou sinusite devem ficar atentos a esse detalhe. (VITORINO, 2007).
A participação popular, nas discussões em torno das alternativas a serem tomadas para minimizar os estragos causados pela poluição, é de suma importância, pois mesmo com todos os problemas gerados pelas mudanças climáticas e o aquecimento global, empresários e políticos ainda insistem em promover o uso de energias altamente poluidoras como o combustível fóssil.
A estratégia de voltar a usar carvão, mesmo por países com forte consciência ecológica, como a Alemanha, está deixando a comunidade ambientalista em pânico. Para ela isso põe o mundo em uma trajetória onde será impossível controlar o aquecimento global. (VITORINO, 2007).
Contudo, deve-se promover uma mobilização política e popular, com intuito de debater as conseqüências da poluição atmosférica e das mudanças climáticas, visando à implantação de um maior número de estações de monitoramento do ar, buscando sistemas de transportes alternativos eficazes, com elaboração de programas de produção e viabilidade de utilização das energias consideradas limpas, por conseqüência a diminuição gradual do uso de combustíveis fósseis. Tais ações são necessárias frente ao quadro avançado associado às mudanças climáticas e o aquecimento global.
4 REFERENCIAS
VITORINO, Marcelo, IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Instituto inaugura estação de monitoramento de poluentes. São Paulo, 2007. Disponível em: < http://www.ipen.br/sitio/?idc=1703>. Acesso em: 12 maio 2009.
ABES, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Monitoramento da Qualidade do Ar: avaliação de metodologia baseada no licenciamento ambiental. Belo Horizonte, [2008?].
COMPET, Programa nacional da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural, Ministério de Minas e Energia. As Perdas Causadas Pela Poluição Atmosférica. São Paulo, [2009?]. Disponível em: <http://www.conpet.gov.br/poluicao/index.php?segmento=corporativo#inicio>. Acesso em: 12 maio 2009.
Revista da Semana, Europa aumenta o uso do carvão. São Paulo, 2008. Disponível em:
http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/35/ambiente/materia_ambiente_277665.shtml. Acesso em: 12 maio 2009.
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