Blog sobre Meio Ambiente | Ecolmeia

Blog sobre Meio Ambiente

Ciência - pesquisas

Cientificamente Exato e Preciso

Escrito por Elaine Santos Em agosto - 15 - 2010ADICIONAR COMENTÁRIOS

Um ligeiro histórico de nossas atitudes em relação ao “desenvolvimento científico” e vice-e-versa.

Ora, só é possível explicar “cientificamente” o que se conhece!

Mas nossos “doutores da lei” não são suficientemente modestos e julgam
“sua obrigação” encontrar explicações para qualquer fenômeno que se
lhes apresente, mesmo que o fenômeno seja “totalmente inexplicável” à
luz da nossa física.

Por Paulo F C Pereira

                           Artigo disponível na íntegra ao clicar na Galáxia.

galáxia
Foto: www.cfh.ufsc.br

      

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

Escrito por Elaine Santos Em junho - 6 - 2010ADICIONAR COMENTÁRIOS

PERCEPÇÃO AMBIENTAL DA SOCIEDADE

 REGIÃO DA GRANDE VITÓRIA (ES)

 FRENTE À PROBLEMÁTICA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Pesquisa estruturada e desenvolvida pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

Coordenador do NEPA: Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.

roosevelt@ebrnet.com.br

Acesse o resultado da pesquisa clicando na imagem abaixo: 

 

Conservação de Energia

Escrito por Elaine Santos Em maio - 5 - 2010ADICIONAR COMENTÁRIOS

Paulo F C Pereira

Gerenciamento de energia e recursos humanos (RH)

O que diferencia a atual civilização de outras, é a capacidade que temos de gerar, manusear e controlar grandes blocos de energia e sermos totalmente dependentes desta capacidade.

Elimine-se as fontes energéticas e nossa civilização estará totalmente aniquilada.

Veja este artigo na íntegra :  

PFCPNinguém realmente sabe o que é “desenvolvimento sustentável”.
 
Porém, obrigatoriamente passa por “Conservação de Energia”

Levantamento de Aves em Áreas Militares

Escrito por Elaine Santos Em abril - 19 - 201012 COMENTÁRIOS

 

CEO - Centro de Estudos Ornitológicos

CEO - Centro de Estudos Ornitológicos

O Projeto Levantamento de Aves em Áreas Militares iniciou-se pela parceria entre o Centro Médico da Polícia Militar e o Centro de Estudos Ornitológicos (CEO), estendendo-se para o Complexo da Invernada do Barro Branco, bem como para o Hospital do Exército (HMASP), Escola Superior de Soldados da Polícia Militar (ESSd), Hospital da Aeronáutica (HASP – Campo de Marte) e Base Aérea de São Paulo – Cumbica (BASP), pertencente à Aeronáutica (… mais)

Arquivo em PDF


Por: 2º Sgt PM Ferrão

Vanellus chilensis - quero-quero

A Quadrilha Dos GEEs

Escrito por Elaine Santos Em março - 11 - 2010ADICIONAR COMENTÁRIOS

 PFCPPor Paulo F C Pereira   

gee

 Na íntegra: http://www.scribd.com/doc/27836217/A-Quadrilha-Dos-GEEs

Química do bem

Escrito por Elaine Santos Em março - 11 - 2010ADICIONAR COMENTÁRIOS

Por Fábio de Castro 

Cientistas da USP investigam propriedades de líquidos iônicos tensoativos – solventes “verdes” que poderão ter inúmeras aplicações industriais. Trabalho é capa da Journal of Colloid and Interface Science

Cientistas da USP investigam propriedades de líquidos iônicos tensoativos – solventes “verdes” que poderão ter inúmeras aplicações industriais. Trabalho é capa da Journal of Colloid and Interface Science

Agência FAPESP Compreender as propriedades dos líquidos iônicos – alternativa reciclável aos solventes convencionais utilizados em processos industriais – tem sido uma preocupação crescente para cientistas em todo o mundo, já que esses produtos têm inúmeras aplicações coerentes com os preceitos da “química verde”, um conjunto de diretrizes que visa à redução do impacto ambiental dos processos químicos. 

Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP) acaba de contribuir para o avanço do conhecimento sobre uma categoria especial desses compostos: os líquidos iônicos tensoativos, que poderão ter aplicações importantes, especialmente na descontaminação de água.

O trabalho acaba de ser publicado na edição on-line da Journal of Colloid and Interface Science e será capa da edição de maio da revista.

A pesquisa faz parte da tese de doutorado de Paula Decot Galgano, orientada por Omar El Seoud, professor do Departamento de Química Fundamental do IQ-USP, que divide com a aluna a autoria do artigo. O trabalho foi feito no âmbito do Projeto Temático “Síntese, propriedades e aplicações de tensoativos e biopolímeros funcionalizados: um enfoque de Química Verde”, coordenado por El Seoud e apoiado pela FAPESP.

O termo “líquidos iônicos tensoativos” (SAIL, na sigla em inglês) foi lançado na literatura internacional pelo grupo de El Seoud, em 2007. De acordo com o professor, o fato de o artigo ter sido escolhido para figurar na capa da revista é uma conquista para a ciência brasileira.

“Estamos contentes pela escolha, pois ela reflete o impacto da nossa contribuição científica, além do reconhecimento da importância do assunto”, disse El Seoud à Agência FAPESP.

Segundo o professor, os líquidos iônicos são denominados solventes “verdes” por possuírem propriedades especiais. “Eles têm alta polaridade, uma excelente estabilidade química e térmica – o que permite a reciclagem do solvente no processo industrial – e pressão de vapor extremamente baixa. Na prática, isso significa que podem ser empregados como solventes em um processo industrial sem perigos de explosão ou de fogo”, explicou.

O que distingue os líquidos iônicos tensoativos é a presença em suas estruturas de cadeias alquílicas compridas – o que confere a eles poderes de emulsificação e de suspensão, por exemplo. “Esses compostos formam micelas – agregados que conseguem incorporar certos contaminantes”, disse.

A solução é então filtrada através de uma membrana que deixa passar apenas a água, retendo as micelas com os contaminantes. “Além da descontaminação de água de compostos aromáticos policíclicos, compostos clorados e metais pesados, os líquidos iônicos tensoativos têm potencial para outras aplicações importantes, por exemplo, como a catálise homogênea de reações químicas diversas”, declarou. 

Como se trata de um assunto essencialmente novo, a primeira etapa das pesquisas, segundo El Seoud, consiste no estudo das propriedades das soluções de líquidos iônicos tensoativos a fim de otimizar as condições de suas aplicações.

“Se pudermos conhecer detalhadamente essas propriedades, poderemos definir, por exemplo, quais as melhores faixas de concentração e temperatura para aplicação desses tensoativos. Esse é exatamente o enfoque do artigo e da tese de Paula”, disse o professor.

Tensoativos verdes

Os líquidos iônicos tensoativos empregados no estudo foram os cloretos de 1-alquil-3-metilimidazólio, com grupo cadeias carbônicas de 10 a 16 átomos de carbono.

Segundo El Seoud, esses tensoativos são produtos “verdes”, pois a parte alquílica é feita pela transformação de alcoóis graxos, obtidos pela hidrogenólise de óleos e gorduras nos cloretos correspondentes.

“Os mais notáveis exemplos de líquidos iônicos são os derivados de um composto heteróclito, o imidazol. Um desses derivados, que pretendemos empregar de agora em diante nas pesquisas, é o 4(5)-hidroximetilimidazol, que pode ser obtido a partir da frutose, o açúcar das frutas. Assim estaremos pesquisando líquidos iônicos à base de açúcares”, disse.

O artigo Micellar properties of surface active ionic liquids: A comparison of 1-hexadecyl- 3-methylimidazolium chloride with structurally related cationic surfactants, de Paula Decot Galgano e Omar El Seoud, pode ser lido por assinantes da Journal of Colloid and Interface Science em http://www.sciencedirect.com/science/journal/00219797.

Fonte: Agência Fapesp
 

Faróis sustentáveis

Escrito por Elaine Santos Em fevereiro - 18 - 2010ADICIONAR COMENTÁRIOS

TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL IRÁ ALIMENTAR FARÓIS E PAINÉIS EM RUAS E AVENIDAS.

semáforoUnesp pesquisa material capaz de gerar eletricidade com fluxo de veículos na via; seu uso está previsto para 2015.

Clique no link abaixo para fazer o download da publicação no Diário Oficial (DOE).

Faróis sustentáveis

Emissões de CO2 por Paulo F C Pereira

Escrito por Elaine Santos Em janeiro - 13 - 2010ADICIONAR COMENTÁRIOS

Apesar de bastante claro pelo “princípio de Avogadro” que não, os “especialistas continuam dizendo que as “emissões de CO2″ (principalmente às devidas aos combustíveis fósseis), incorporam-se à alta  atmosfera, aumentando sua concentração e provocando o “efeito estufa”.

Paulo F C Pereira – Engenheiro Eletrecista – um observador da vida e da ciência

Convida a conhecer esta hipótese na íntegra:

Clique na foto para acessar o artigo de PFCP

  PFCP

 

Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.

Coordenador do Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

roosevelt@ebrnet.com.br

 Resumo:

O presente artigo visa divulgar, ainda que em caráter de síntese, a linha de pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA (Brasil), que atua sem fins lucrativos, oferecendo condições de estruturação de parcerias voltadas a estudos conjuntos a serem desenvolvidos, como apoio do NEPA, por grupos de pesquisa ou instituições de ensino superior (públicas ou privadas), ligados ao uso dos estudos de percepção como instrumentos de gestão de baixo custo.

 Palavras chaves:

Percepção ambiental, pesquisas de avaliação, desenvolvimento de parcerias

 Em 2003, no Brasil, decidimos criar um grupo (envolvendo pesquisadores Mestres e Doutores) – denominado “Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA”, voltado especificamente ao estudo da percepção ambiental e social em segmentos  formadores de opinião, tendo como foco prioritário estudantes e professores de diferentes níveis de ensino (fundamental ao superior).

O interesse por este tema advém de 1989, quando realizamos nossa especialização (no Japão) em Engenharia Ambiental, quando tivemos nosso primeiro contato com o assunto, quando, na oportunidade,  inferimos que este instrumento (de baixo custo) poderia ser útil para avaliar a eficácia de programas de Educação Ambiental que, como então Gerente Geral de Engenharia Ambiental de uma grande empresa brasileira (Vale do Rio Doce), que vinha sustentando financeiramente significativos na área de educação Ambiental, sem que os envolvidos na implantação de tais programas tivessem, agregados  a seus planos de trabalho, nenhum tipo de avaliação como essa.

Aos poucos – fato consolidado em 2003 através da criação do NEPA – quando aposentamos e passamos a atuar como coordenador de um curso de Engenharia foi possível estruturar o grupo, alocando professores de diferentes formações (Química, Estatística, Sociologia, Psicologia, Medicina, Farmácia, entre outros) interessados em assuntos ligados à área ambiental.

As primeiras pesquisas foram realizadas com estudantes e professores da instituição de ensino superior a que estamos ligados (UNIVIX), fato que se mostrou de grande importância sob o prisma acadêmico, uma vez que permitiu, tanto para professores como alunos, identificar (e quantificar) o que denominamos chamar de “lacunas do conhecimento ambiental” dos grupos analisados.

As informações quantificadas deram base a um plano de intervenção direta nos pontos identificados através da pesquisa de avaliação do nível de percepção ambiental e social dos grupos de alunos e professores..

Nesta fase – o que consideramos um elemento de sustentação do sucesso do nosso grupo de pesquisa – desenvolvemos uma metodologia própria de trabalho , inclusive com a definição de questionários específicos a serem aplicados aos amostrados.

Daí para as pesquisas de maior amplitude – realizadas com estudantes participantes da II e III Conferências Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (promovidas pelo Ministério da Educação / MEC), a realizada com gestores ambientais vinculados a um programa de formação de gestores ambientais do Ministério do Meio Ambiente / MMA, entre outros – chegamos a desenvolver pesquisa semelhante em apoio a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA – Portugal), pesquisas estas que, progressivamente (ampliação do banco de dados do NEPA), confirmaram ser a opção um instrumento de avaliação da eficácia de programas de Educação Ambiental, advindos de iniciativas públicas e / ou privadas.

A metodologia foi levada para outras instituições de ensino superior (Projeto ENADE Ambiental, estruturado pelo NEPA), pesquisas também foram realizadas com outros  diferentes segmentos da sociedade – casos das análises, por exemplo, do nível de conhecimento da legislação ambiental básica e da percepção em relação à temática das Mudanças Climáticas (esta pesquisa em andamento), entre outras – que foram elementos imprescindíveis para a consolidação do banco de dados que o NEPA conta hoje.

Como o NEPA foi criado sem fins lucrativos – nenhum dos professores envolvidos recebe qualquer tipo de remuneração por seu trabalho, sendo que os bolsistas (pesquisadores de campo) recebem bolsas decorrentes de recursos advindos de empresas (Vale do Rio Doce, ArcelorMittal e Aracruz Celulose, para explicitar as mais representativas) – dado o grande número de consultas para apoio a várias outras instituições de ensino interessadas em desenvolver pesquisas na área (orientação a trabalhos de pesquisa em desenvolvimento), optamos por estruturar uma linhas de parcerias com tais instituições, fato que se iniciou com a ASPEA, referência já explicitada.

Algumas dessas pesquisas podem ser acessadas através de www.pluridoc.com , pesquisando “roosevelt s. fernandes”, grupo de trabalhos que pode dar uma maior visibilidade a linha de pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, nos últimos seis anos.

Hoje, efetivamente, a linha de pesquisa do NEPA não se prende unicamente a pesquisas com foco ambiental, como é o caso do trabalho “Avaliação da percepção de estudantes universitários diante do tabagismo” e, de pesquisa conseqüente da anterior (esta em andamento) voltada à “Avaliação da motivação de estudantes dos níveis fundamental e média da rede pública do estado do Espírito Santo frente ao início do vício de fumar”.

O objetivo deste artigo é o de oferecer a grupos e/ou instituições de pesquisa – públicas, preferencialmente (apesar de também trabalharmos com grupos privados; neste caso a retribuição se dá através da concessão de bolsas para os pesquisadores de campo do NEPA) – que tenham interesse em desenvolver pesquisas ligadas à avaliação de percepção (ambiental ou não), um caminho de parceria – sem ônus – com o NEPA.

Este tipo de apoio pode ser realizado através de sistema on line, quando se define os reais objetivos da pesquisa, universo da amostra, plano de amostragem de informações (geralmente, +- 5% de erro e 95% de intervalo de confiança), estruturação do questionário da pesquisa, testes preliminares de verificação do instrumento, forma de coleta dos dados (de modo a poderem ser alimentados no sistema SPSS), entre outros.

Faz parte desta etapa inicial o treinamento daqueles (inclusive o processo de seleção dos mesmos) que farão a aplicação da pesquisa de campo, de modo a assegurar a plena confiabilidade das informações coletadas.

Na etapa seguinte – tabulação e análise dos dados – caso a entidade e/ou instituição tenha condições de consolidar o processo, o NEPA atua como assessoria de apoio; em caso de impossibilidade, os dados coletados (questionários preenchidos na fase de campo) podem ser enviados ao NEPA (no Brasil) que se encarrega, através de seus bolsistas, de estruturar a tabulação dos mesmos e a emissão do relatório preliminar da pesquisa que, depois, em trabalho conjunto, é concluído pelas partes.

O trabalho final poderá ser divulgado (encontros, seminários e congressos científicos) por qualquer uma das partes, desde que explicite a outra envolvida, estimulando-se que tais divulgações sejam feitas através de iniciativas conjunta das partes envolvidas na parceria.

Os interessados em discutir a possibilidade de estruturação de parcerias deverão fazer contato através do e-mail roosevelt@ebrnet.com.br para que se possa, de forma concreta e específica, desenvolver as discussões. Certamente, nestes casos, são disponibilizadas todas as pesquisas disponíveis no banco de dados do NEPA que tenham afinidade com a pesquisa em evolução.

Em síntese, o objetivo maior que move o NEPA é o de ampliara  adoção das avaliações dos níveis de percepção (ambiental, social ou não) na qualidade de instrumento de gestão para a estruturação de planos de intervenção em relação as não conformidades de conhecimento identificadas durante as pesquisas.

 NEPARoosevelt S. Fernandes, M. Sc.

Coordenador do Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

Ex Gerente Geral de Engenharia Ambiental da Cia. Vale do Rio Doce e Gerente de Relações com partes interessadas da Aracruz Celulose.

Membro do Conselho Temático de Meio Ambiente da Confederação Nacional das Indústrias – CNI

 

Plástico de milho

Escrito por Elaine Santos Em outubro - 1 - 20091 COMENTÁRIO (S)

plastico de milho

Plástico de milho
Um plástico biodegradável, derivado de grãos de milho, pode revolucionar o mercado de embalagens de alimentos como arroz e feijão, além de substituir os plásticos convencionais em produtos descartáveis como sacos de lixo, filmes moldados para sacolas e para coberturas temporária de plantas, etiquetas plásticas de plantas e até talheres.

Obtido a baixo custo a partir de recursos renováveis – a produção de milho no Brasil excede o consumo, o amido termoplástico tem excelente biodegradabilidade. O material foi desenvolvido no Laboratório de Superfícies e Filmes Finos do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da COPPE/UFRJ e no Laboratório de Polímeros Hidrossolúveis do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano da UFRJ durante o doutorado da pesquisadora Rossana Mara da Silva Moreira Thiré, sob orientação das professoras Renata Antoun Simão (COPPE) e Cristina Tristão de Andrade, do (IMA).

Os filmes à base de amido representam uma alternativa ecologicamente correta para o mercado como substituto dos filmes de polímeros convencionais, derivados do petróleo. Entretanto, até agora, a aplicação tecnológica dos plásticos de amido era dificultada pela natureza hidrofílica do material, que absorve água facilmente e incha, perdendo suas propriedades mecânicas e ação de barreira.

As pesquisadoras conseguiram produzir um material completamente biodegradável e com redução de até 90% na absorção de água, utilizando um recobrimento fino, de 100 nanômetros (1 milionésimo de milímetro) de espessura. Esta camada protetora de carbono amorfo hidrogenado é obtida através de técnica de deposição de filmes finos por plasma frio. A superfície da peça feita de amido termoplástico é coberta para evitar o contato entre a umidade do ar e o material, preservando suas propriedades, inclusive a biodegradabilidade.

“O filme de amido de milho é completamente biodegradável, uma vez que não há adição de polímero sintético. Os plastificantes utilizados – água e glicerol – também são biodegradáveis, e o recobrimento de carbono amorfo hidrogenado é ecologicamente correto”, afirma Rossana Mara.

O plástico de milho não requer equipamentos específicos para sua produção. Os grãos de amido são processados através de técnicas convencionais utilizadas para plásticos sintéticos, como vazamento (ou “casting”), extrusão, moldagem por compressão, moldagem por injeção e moldagem por sopro, na presença de aditivos.

Realizado com recursos do programa Bolsa Nota 10, concedida pela Faperj, o projeto de pesquisa resultou na tese “Obtenção e caracterização de filmes biodegradáveis à base de amido de milho com reduzida sensibilidade à água”.

O desenvolvimento de plásticos biodegradáveis é uma linha de pesquisa ativa do Laboratório de Polímeros Hidrossolúveis do IMA/UFRJ desde 1995. Agora, as pesquisas podem contar com a experiência do Laboratório de Superfície e Filmes Finos da COPPE/UFRJ em modificação superficial de filmes.

Rossana Mara, atualmente pesquisadora do Laboratório de Polímeros Hidrossolúveis do IMA/UFRJ, apresentar o produto a empresários no Encontro Brasileiro sobre Tecnologia na Indústria Química, que acontece de 1 a 3 de outubro, em São Paulo. “É preciso haver um melhor relacionamento entre pesquisadores e a indústria química. Os produtos devem sair da escala de laboratório para a escala industrial”, afirma a cientista, que patenteou o amido termoplástico em nome da UFRJ.

Ela ressalta que em um cenário internacional cada vez mais pressionado pelas questões ambientais, a busca de materiais biodegradáveis é de vital importância para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social de um país.

Além do produto em si, a pesquisa resultou no desenvolvimento de um método inédito para o recobrimento de filmes à base de polímeros naturais ou outros materiais sensíveis ao vácuo, por intermédio da tecnologia de plasma frio. Os resultados obtidos durante os trabalhos da tese foram publicados em quatro congressos/eventos nacionais e cinco congressos internacionais, além do periódico inglês Carbohydrate Polymers.

Fonte: FAPERJ