“Não sou sabedora...tenho sentimentos.
Falo na Natureza porque a amo,
Não porque saiba seus mistérios,
Mas por sentir seu valor.
Amo-a por amar, sem culpas,
E sem culpas, a respeito”.
Elaine Santos - Ecolmeia
Recado da Abelha
NAÇÕES E SUAS AÇÕES EM RELAÇÃO AO MEIO AMBIENTE: ECONOMIA, POLÍTICA E SOCIEDADE
Desde o Protocolo de Kyoto 1, os países desenvolvidos isentaram-se do compromisso em reduzir as emissões de CO2, alegando que suas economias precisam crescer e que essas limitações impediriam seu desenvolvimento.
A crise na questão é que mudanças radicais para a adaptação aos limites de redução de CO2 resultam num enorme custo financeiro.
EUA: Consideram que há incompatibilidade entre crescimento econômico e a redução de emissões danosas ao Meio Ambiente, e que a maneira de enfrentar o problema do aquecimento global é adaptar-se a ele. 2
Brasil: É reconhecido como o mais bem estruturado em termos de biocombustíveis, e que tem a ganhar com a redução de emissões, tendo melhor capacidade de entrar no mercado de crédito de carbono. 2
A limitação de outras economias emergentes com a redução de emissões pode oferecer vantagens competitivas ao Brasil. 2
Europa: A troca do modelo energético dos combustíveis fósseis estabelecidos por acordos internacionais não são suficientes, e falta de empenho das autoridades européias fragilizam face à dimensão do problema. 2
(...) “as relações de produção burguesa são a última forma contraditória do processo de produção social, contraditória não no sentido de uma contradição individual, mas de uma contradição que nasce das condições de existência social dos indivíduos; porém, a formas produtivas que se desenvolvem no seio da sociedade burguesa criam, ao mesmo tempo, condições materiais para resolver esta contradição”. (...) (COGGIOLA, 2005) 3
Os países do primeiro mundo exigem dos países do terceiro; os grandes fornecedores de recursos ambientais; a utilização de energia não poluente, mas mesmo sendo responsáveis por 90% dos danos ambientais causados ao planeta, recusam-se a transferir suas tecnologias sem lucros. 3
A Ecologia passa a ser um meio de extorsão dos países em desenvolvimento.3
A assinatura de Kyoto desencadeou uma crescente disputa entre os soberanos que resulta em crise na política mundial, e ao mesmo tempo, foram estabelecidos padrões universais levando-se em conta critérios socioambientais. 4
Nações importadoras de produtos não-conformes podem barrar a entrada destes produtos em seus mercados consumidores, alterando o ritmo do comércio internacional.
Barreiras dessa natureza são conhecidas como barreiras verdes. 5
Ecologia cotada em bolsa: Grandes investidores descobriram na Ecologia um grande negócio que traz benefícios.
Compram-se e vendem-se direitos de emissões de CO² – o crédito de carbono.
Mercado de carbono, este será o tema do próximo boletim.
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1 Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa antropogênicas do aquecimento global. (definição de Protocolo de Kyoto (Quioto) extraída da Enciclopédia Wikipédia através do endereço eletrônico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Protocolo_de_Quioto, acesso em 16/01/2009)
2 Baseados em consulta ao WBCSD (World Business Council for Sustainable Development).
3 Baseados em consulta ao artigo de Osvaldo Coggiola “Crise Ecológica, Biotecnologia e Imperialismo”.
4 Baseado em consulta ao artigo de Antônio Wellington Brito Júnior – PR/SE “Os principais Tratados Internacionais Concernentes ao Meio Ambiente: A Busca pelo Jus Cogens Ambiental”.
5 Em seu artigo “Política Ambiental e o Comércio Internacional – Principais Aspectos”, Giselle Ferreira Araújo analisa de que forma a política ambiental das nações influencia o fluxo do comércio internacional.