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Rogerio Alvarenga - 46 anos, engenheiro florestal, mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo e professor universitário.
Assistente técnico da Diretoria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul. E ambientalista.
Reminiscências da paisagem
Quando jovem atuei como paisagista. Aprendi muito. Ministrei aulas em cursos superiores de Arquitetura. Minha preocupação era com a paisagem, sua estrutura e funcionalidade. Diziam que eu privilegiava árvores, arbustos e espaços livres. Talvez, dentro de uma visão mais "clean" e duradoura da paisagem. Mas, sempre julguei importante sua relação intrínseca para as condições ambientais da cidade, além, da percepção, enquanto elementos de referência urbana e contraste entre o natural e o construído. Baseava-me nas teorias mais comuns, na vegetação e sua relação com o meio ambiente, entendida sob três aspectos: o paisagístico, o ambiental e o funcional. Afinal, estes três conceitos fundamentam o planejamento urbano e consequentemente o plano diretor e assim, sucessivamente, caminha a lógica das cidades. Lógica sempre discutida e criticada.
Isso me trouxe a lembrança de velhos cenários e de velhas contendas. Ontem, conversando com um recente amigo advogado, fui informado sobre algumas críticas ao nosso trabalho. Nesse momento, refleti e comentei que a crítica pela crítica não tem valor, muito menos, agrega valor a qualquer causa.
Falo com conhecimento. Um exemplo bastante comum são as veementes críticas ao serviço público. Elas são extremamente necessárias. Mas, sem embasamento e continuidade não transformam. De fato, é preciso conhecer o serviço público para poder entendê-lo. Ou pelo menos, buscar o entendimento. As lutas internas são intensas. É preciso muita paciência, muita resignação e energia. Tenho feito isso. Há 23 anos. E, buscando não perder a ternura.
As pessoas que me conhecem, sabem da minha insistente luta no âmbito sócio-ambiental. Pouco reconhecidas, obviamente. Das minhas lutas para manutenção de uma paisagem arborizada, mesmo que os exemplares sejam exóticos, frutos de antigos modismos citadinos. Afinal, eles estão lá há muito. Mas, os críticos mais contumazes, que estão fora de qualquer contexto, desconhecem os mecanismos do mundo contemporâneo ou nunca enfrentaram a realidade pública. Pouquíssimos compreendem as imensas dificuldades culturais e políticas que enfrentamos na transformação dessa realidade. E sem essa compreensão é muito difícil pensar qualquer ação transformadora.
No meio dessa turbulência atual, uma jovem escreveu algo sobre Roberto Burle Marx, muito interessante. Ali, naquele momento, lembrei-me deste tempo agradável e de Francis Bacon que dizia: "fazer jardins é o mais puro dos prazeres humanos".
Burle Marx foi um grande botânico, defendeu a "botânica paisagística" e principalmente as plantas tropicais. Descobriu, introduziu e traçou o roteiro do paisagismo brasileiro atual. Para alguns, é o divisor de águas entre o moderno e o contemporâneo. Entretanto, para outros foi um grande introdutor de plantas tropicais nos projetos paisagísticos.
Enfim, tudo isso para elevá-lo ao grande defensor do meio ambiente. Isso muito antes da palavra ecologia tornar-se midiática. A luta que travou com a sociedade foi extremamente profícua. Os grandes empreendedores imobiliários entenderam, à sua maneira, que projetos paisagísticos melhoram muito a estética do construído. Incrível.
Aprende-se no serviço público o exercício da paciência. Sair ou fugir não auxilia. Afinal quem vai ficar para trabalhar pela mudança. E para tanto é preciso decisão. Decisão como prática da Liberdade. Percebi que sem a existência da decisão não poderemos iniciar nenhum processo, sobretudo no que se refere à construção de um tipo de planejamento ou mesmo qualquer projeto.
Hoje encontro em muitos movimentos e atividades a prática do exercício da cidadania e da reflexão. A agenda 21 requer esse raciocínio. O planejamento é o passo primeiro. A seguir virão os demais, até se chegar à ação. Mas, todos requerem a compreensão de que sem um mínimo de conhecimentos das condições existentes numa determinada situação e sem um esforço de previsão de alterações futuras e possíveis, nenhuma mudança ocorrerá. Isso é planejar. Melhor, Paulo Freire, em sua explicação sobre planejamento escolar nos diz que planejar "é o encontro amoroso dos homens que, mediatizados pelo mundo, o pronunciam, isto é, o transformam, e transformando-o, o humanizam para a humanização de todos".
Nas questões urbanas o pensar e o planejar devem estar embasados tecnicamente e não no tecnicismo reinante que impede a reflexão e a ação do humanismo.
Vamos pensar nisto.
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Ver artigo: Quem é essa tal de sustentabilidade?
Quem é essa tal de sustentabilidade?
Queridos amigos e companheiros pelo ambiente saudável
Como é de praxe resolvi escrever para desatar uma série de nós que ficam na minha cabeça apertando, apertando... Por isso, desculpem a intromissão.
Tenho o hábito, muitas vezes, insalubre, de ler tudo que encontro sobre o meio ambiente. Também, busco informações em diversos veículos da mídia e muitas vezes, percebo uma "desconexidade" no reino hominal.
Em certas leituras, há uma clara impressão de que Lewis Carrol continua, extremamente, atual. Vejo muitos vivendo um "mundo de Alice". E aí, o desencontro de opiniões é fragoroso.
Em outros casos, acredito que o materialismo histórico ainda vive, forte e rijo, desconsiderando o humano e o ambiente ou seria o ambiente em prol do humano? Não importa. O que de fato ocorre é que banalizamos o conhecimento, assim como banalizamos a violência. Expressões como sustentabilidade tornaram-se comuns e até vulgarizadas. Mas, comum enquanto palavra e, totalmente, desconhecida, enquanto conceito.
Conceito que imiscue-se no átrio do saber ecológico como " algo que se sustenta". Ora, bem sabemos que entendê-la no campo comercial, por exemplo, é fácil. Agora entendê-la no campo ecológico exige visão de sua complexidade. Alguém poderia explicar a sustentabilidade à luz de uma indústria química? Logicamente, um técnico no assunto...
Refletindo sobre nosso sistema econômico vigente, todas as ações dessa empresa importam. E, para que ela exista é preciso manter a sustentabilidade do ambiente, é preciso água, matéria-prima, etc, etc, etc.
Portanto, quando se fala sobre meio ambiente é preciso cautela científica. Plagiando uma renomada marca farmacêutica, não basta ser ambientalista é preciso conhecer.
Conheço muitos ambientalistas que navegam com facilidade sobre todos os temas. Acredito na interdisciplinaridade. Mas, cada qual no seu foco de ação. Hoje, grandes amigos movimentam a mídia e difundem opiniões com grande maestria. Um destes é o site www.ecolmeia.com, que respalda-se tecnicamente em cada ação e voluntariamente faz um trabalho muito bom.
Assim, o que pretendo aqui é enfatizar a presença dos técnicos na gestão do público e do privado. Tenho visto muitos incautos adentrarem esta área do saber, sem o saber. Dessa forma, as discussões ficam improfícuas, os debates insalubres e muitas informações enganosas se espalham. Não é a toa que a nossa sociedade ouve tanto sobre o assunto, mas sabe tão pouco sobre o que fazer. A era globalizada, essa nova era que se impõe sobre o mundo habitado, somatória da industrialização, da terceirização e da midiática internet, requer profissionais, pessoas que além de preocuparem-se com o ambiente, também pensem e produzam soluções para mitigar ou pelo menos, minimizar os problemas gerados pelo descaso da sociedade consumista.
O uso de energias alternativas, por exemplo, ainda é uma incógnita para muitos, por falta de pesquisa e divulgação do que já se sabe. Ora, o assunto é bem antigo. Mas, as ações não chegaram ao cotidiano das pessoas. Poucos utilizam a energia solar para aquecimento de água ou o metano para movimentar máquinas.
Temos uma exorbitante gama de informações circulando, mas de modo superficial e incompleto. Banalizamos tudo, inclusive a vida. Esta na hora de corrigirmos esta deficiência. É preciso abrir e ampliar, não só as discussões, mas, fundamentalmente, favorecer as ações no planejamento e na pesquisa. Onde estão e o que fazem nossas Universidades? Como transpomos a ponte do academicismo para o cotidiano da sociedade?
Afinal, a aldeia global continua a crescer, progredir, mas sem o respaldo do cuidado ambiental. Falta-nos o conhecimento científico e sua produção. Falta-nos a preocupação com o conjunto no tempo e no espaço.
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Ver artigo: Os frutos do futuro
Os frutos do futuro
Sempre que me deparo com a leitura de textos sobre o meio ambiente me encontro na difícil tarefa de entender, no Brasil, e em tantos outros paises, que na esteira da destruição ecológica alia-se a degradação social, companheiras inseparáveis de um mesmo sistema, o atual. O mesmo sistema econômico que hoje nos rege e nos regerá por muito tempo, não tem modelo adequado para o desenvolvimento necessário. Que história!!! O modelo tem que ser remodelado. As bases de uma relação econômica mais sustentável foram lançadas há muito tempo. A hipertrofia dos centros urbanos, o descaso com as áreas de conservação e a veemente necessidade de ampliar os potencias políticos e econômicos sujeitou-nos ao caos urbano.
O crescimento industrial pós década de 50, com tecnologia simples e concentrada nas regiões sul e sudeste, privilegiaram alguns e marginalizaram outros. O programa todo gerou um cem números de problemas, considerando as condições aventadas pela ciência e veiculadas na mídia sobre o clima e o aquecimento global. Tudo hoje que vemos como complicador da saúde e do conforto esta relacionado com o descaso do passado. Mas como a vida é diretamente ligada às leis divinas e fisicamente testada, a ação gera reação e estas reações tragam nosso ar, nossa saúde, nossos recursos hídricos, sem piedade.
Mas há como atenuar o sofrimento? Obviamente mudando a nossa escola moral ambiental. Que tal o "tal" de desenvolvimento sustentável? Que tal a "tal" da tecnologia limpa? Que tal as "tais" de energias renováveis? Que tal a natureza e seus recursos?
E assim devemos deixar de pensar no passado, onde erramos e pensar no presente e no futuro, onde ainda podemos acertar. Mas vamos privilegiar nossos ambientalistas, ouvir suas propostas, pensar em tecnologias mais limpas e ambientar-nos para um consumo mais consciente. Pelo menos, ainda há tempo de reverter esses processos e minimizá-los ou quiçá, mitigá-los. Ouçam a vox populi dos estudiosos do meio ambiente, dos ambientalistas e dos leigos preocupados com o que estão presenciando em nosso meio. Ouçam vocês brasilianos que nossas riquezas são perecíveis, esgotam-se e a mudança é mais paradigmática do que imagina. É rever nosso modo de viver, do acordar ao deitar-se e principalmente modular nossos sonhos na sustentabilidade.
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Ver artigo: A árvore dos bons frutos
A árvore dos bons frutos
As recentes mudanças no modus operandi da natureza, efetivamente, elencadas pelo comportamento antrópico já traz reflexos nos processos produtivos, ou melhor, em nosso modo de ser, viver e trabalhar. Conseqüentemente, no consumo, no consumismo e nos negócios.
E como tudo que rola no planeta, é oito ou oitenta, começa a se formar grupos de "verdes radicais". Na verdade as exigências de um novo modelo de consumo não nos assusta. O que nos preocupa são os mecanismos de transição que serão impostos para esse fim.
Os processos de produção precisam antes de mais nada atender um compromisso ético e sustentável. Antes de qualquer rotulagem o mais importante é permitir que o ciclo do processo se torne adequado. De qualquer forma precisamos nos ater aos setores mais complicados. Os setores de energia, transporte e saneamento são aqueles que precisam de mais investimentos. Ainda apresentam mais riscos para as questões do aquecimento global.
Aconselho que todos possam acompanhar as questões ambientais com bastante atenção e formular propostas que colaborem com o planeta. Já temos gente demais falando, ganhando dinheiro às custas do meio ambiente e pelo meio ambiente, criticando, aparecendo na mídia, diariamente, mas sem apresentar ações concretas acerca do assunto. E como se lê na Bíblia, e nos diz os grandes pensadores do cristianismo, a verdade esta nos frutos e não na belezura da árvore. O falar e gesticular traz público e platéia, mas esvazia-se o íntimo quando tudo isso é texto e nada mais.
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Ver artigo: As cidades: o desencontro entre a questão social e o planejamento ambiental?
As cidades: o desencontro entre a questão social e o planejamento ambiental?
Hoje muito se fala sobre o modo de vida urbano. Sabe-se inclusive que as cidades sofrem um esgotamento, devido ao seu desenfreado crescimento. As questões se acumulam sem respostas. Há a problemática da governabilidade, da aglomeração urbana desordenada e das taxas de crescimento populacional aceleradas.
Os programas governamentais de controle, planos diretores, leis de uso e ocupação do solo, planejamento urbano e tantos mecanismos que o homem tem criado, não conseguiram barrar os problemas, diante do novo século.
Não podemos reduzir os problemas ambientais das cidades aos ciclos naturais. Obviamente, as relações com a sociedade é que alteram qualquer naturalidade presente. Voltar as discussões da Escola de Chicago, com sua interpretação naturalista da sociedade e de seu espaço seria cair num reducionismo ultrapassado.
Sentinelas, os ambientalistas buscam introduzir-se nos discursos políticos e econômicos dos grandes empreendedores, dos políticos e da sociedade civil. Essa contraditória luta ainda não conseguiu fazer os humanos entenderem sua situação no planeta. As dinâmicas e processos naturais são afetados pelas dinâmicas e processos sociais e vice-versa, promovendo o desencontro entre a cidade e o cidadão, ou entre o meio ambiente e o homem.
O aumento demográfico e o fascínio pelas cidades indicam, nas projeções para este século, que mais de 60% dos habitantes de Gaia viverão nos grandes centros urbanos. Para onde caminham as cidades?
Para essa ampliação do urbano é preciso abarcar o rural e com ele todos os seus pequenos e grandes nichos naturais. Ou seja, para essa grande aglomeração as cidades têm que espichar para cima e esticar para os lados. A periferia torna-se centro. O rural torna-se urbano e o urbano torna-se megalópole. E aqueles que dispõe de poder econômico ocupam os melhores nichos, enquanto isso, mais pessoas irão viver em condições precárias. A precariedade já evidente nas áreas favelizadas, nas periferias mal atendidas e nos sistemas públicos esgotados e em colapso.
Somente um planejamento urbano preciso pode evitar isso. Ou todos são ouvidos e chamados a contribuir, ou os pequenos colapsos já existentes tornar-se-ão gigantescos.
O elemento cidade é indiscutível. Muitas falácias foram veiculadas sob o prisma do ambientalismo. Não é mais possível voltarmos atrás. Não podemos deixar de atender os cidadãos, mas é preciso entender que deve haver um ambiente saudável para recebê-los.
Alega-se que a urbanização é recente. O seu grande auge ocorreu no final do séc. XIX e durante o séc.XX. Discordo. Mas, considerando os fatos, já faz um século que tudo isso ocorreu e muitos movimentos agregaram números à cidade: a imigração, o crescimento industrial, a especulação imobiliária, os desvarios políticos, etc. Hoje, a imigração já não é significativa. O crescimento é da massa populacional existente. Vegetativo. E do grupo rural que ainda migra.
Já tivemos tempo de analisar e pensar o planejamento, estagnadas as cidades sufocam-se em seus próprios ares e águas.
O que é preciso dizer ou fazer para que pensemos neste caso com mais afinco? Qual o entendimento do conceito natureza dentro do sistema urbano? Há possibilidade de gestão com ênfase ambiental?
Será que o mundo social vai entender-se no mundo ambiental? São tantas a perguntas...
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Ver artigo: Meio ambiente? O que eu tenho a ver com isso ?
MEIO AMBIENTE? O QUE EU TENHO COM ISSO?
É estranho, mas infelizmente é verdade. Quando proferimos palestras acerca do meio ambiente, a impressão mais óbvia que o público nos deixa é a do distanciamento do contexto. Olham-nos como se falássemos de algo alheio. Parece estranho, mas é verdade. A relação entre a sociedade contemporânea e o planeta é tão similar quanto a conversa de dois desconhecidos em um ônibus. Acaba no próximo ponto.
Noto que é difícil para o ser humano sentir-se componente do meio. Na verdade, tal distanciamento, a luz da razão, é compreensível. Veja bem, compreensível, mas não aceitável.
Falamos de contemporaneidade, e conseqüentemente, do homo faber, que tanto Hanna Arendt nos alertou. Esse homem que nasceu e cresceu nos centros urbanos, em ambiente artificial e é filho da pós-modernidade.
Seu modo de ver e de viver foi talhado pelos diversos ciclos históricos da humanidade, acostumados aos sistemas operantes e antologicamente neutralizados pelo poder. E, ainda, continuamos vivendo sob os auspícios da produção de mercadorias. E do seu consumo. Lógico.
Todo o movimento se desloca para os grandes centros. São como rodamoinhos que sugam tudo para o seu umbigo. Desde a produção até a distribuição do conhecimento. Ora, aos olhos da sociedade de consumo, isso tudo é mercadoria.
Inclusive, o campo age em função dos grandes centros consumidores. Hoje, a produção do campo atende as demandas das grandes cidades em suas tendências de mercado.
De fato, toda essa urbanidade fortaleceu-se com a revolução industrial. Independente do status quo atual, as indústrias foram as grandes responsáveis pelo “progresso” urbano. E ditam o ritmo das cidades satélites. São cidades menores que vivem sob a égide monástica das grandes metrópoles.
Mas viver no monástico e na parafernália dos grandes centros urbanos não significa viver, adequadamente. Muitos subsistem às agruras de um sistema que acolhe alguns e segrega outros.
E aí, quando definimos o sistema urbano como sociedade, natureza e suas relações, tudo se confunde. Justifica-se, portanto, o olhar perdido de tantos, diante do desconhecimento deste conflito. Fica difícil, ver o olho da furação para quem nasceu dentro dele.
A única relação ainda possível situa-se no convite da responsabilidade sócio-ambiental. Na relação cidadã entre o sistema (gerido por seres humanos) e os próprios seres humanos.
É justamente nesta relação cidadã que vislumbro o retorno da identidade de cada um com o meio, com sua ação e função nesta babel cercada de nós viários, déficit habitacional e falta de ocupação para tantos.
A proposta da responsabilidade sócio-ambiental é compromisso das entidades governamentais, dos conglomerados industriais e comerciais e do exercício de cidadania de cada um de nós. É compromisso de todos.
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