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Relatório-Síntese da Avaliação Ecossistêmica do Milênio
Relatório da Avaliação Ecossistêmica do Milênio
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Resultado no 1:
Nos últimos 50 anos, o homem modificou os ecossistemas mais rápida e extensivamente que em qualquer intervalo de tempo equivalente na história da humanidade, na maioria das vezes para suprir rapidamente a crescente demanda por alimentos, água pura, madeira, fibras e combustível. Isso acarretou uma perda substancial e, em grande medida, irreversível, para a biodiversidade do planeta.
Resultado no 2:
As mudanças que ocorreram nos ecossistemas contribuíram com ganhos finais substanciais para o bem-estar humano e o desenvolvimento econômico, mas esses ganhos foram obtidos a um custo crescente, que incluiu a degradação de muitos serviços dos ecossistemas, maior risco de mudanças não lineares, e a exacerbação da pobreza para alguns grupos da população. Esses problemas, a menos que tratados, reduzirão substancialmente os benefícios dos ecossistemas para gerações futuras.
Resultado no. 3:
A degradação dos serviços dos ecossistemas pode piorar consideravelmente na primeira metade deste século, representando uma barreira para a consecução das Metas de Desenvolvimento do Milênio.
Resultado no. 4:
O desafio de reverter a degradação dos ecossistemas ao mesmo tempo que são supridas as demandas crescentes pelos seus serviços pode ser parcialmente vencido em alguns cenários, envolvendo mudanças significativas nas políticas, instituições e práticas, embora essas mudanças sejam grandes e não estejam ocorrendo atualmente.
Existem várias opções para conservar ou melhorar serviços específicos dos ecossistemas, de forma a reduzir as mediações negativas ou a proporcionar sinergias positivas com outros serviços dos ecossistemas.
Resultados extraídos do Relatório original e gentilmente enviado pela Dra. Vera Lucia Imperatriz Fonseca do Instituto de Biociências da USP
Locais que, segundo vários estudos, experimentaram altas taxas de mudanças na cobertura do solo nas últimas décadas. (C.SDM).
No caso de mudanças na cobertura florestal, os estudos se referem ao período entre 1980 e 2000, e se baseiam em estatísticas nacionais, sensoriamento remoto e, de forma mais limitada, a opiniões de especialistas. No caso de mudanças na cobertura do solo resultantes de degradação de zonas secas (desertificação), o período não é especificado mas deduz-se que seja na segunda metade, do século passado, e o estudo principal se baseou totalmente em opinião de especialistas, envolvendo precisão baixa.
Mudanças em áreas cultivadas não são mostradas. Observar que áreas que mostram poucas mudanças hoje são geralmente locais que já passaram por grandes mudanças históricas


Tendências Globais de Geração de Nitrogênio Reativo no Planeta pela Atividade Humana, com Projeção para 2050
(teragramas de nitrogênio por ano).
Boa parte do nitrogênio reativo produzido pelo homem vem da produção de nitrogênio para uso em fertilizantes sintéticos e indústria.
Nitrogênio reativo também é gerado como subproduto da combustão de combustíveis fósseis e por algumas lavouras e árvores (que fixam nitrogênio) em agroecossistemas. A variação da taxa natural de fixação de nitrogênio por bactéria nos ecossistemas naturais terrestres (excluindo fixação em agroecossistemas) é mostrada para fins de comparação. A atividade humana produz hoje quase o mesmo volume de nitrogênio reativo que os processos naturais nos continentes (R9 Fig. 9.1). (Obs: a projeção para 2050 foi incluída no estudo original, não estando baseada nos cenários da AM)

Nuvem de Poeira na Costa Noroeste da África, 10 de janeiro de 2005.
No canto inferior esquerdo está a porção nordeste da América do Sul. As nuvens de poeira viajam milhares de quilômetros e fertilizam as águas da costa oeste da Flórida com ferro. Isso foi associado ao florescimento de alga tóxica na região e a problemas respiratórios na América do Norte e afetou recifes de corais no Caribe. A degradação de zonas secas exacerba problemas associados a tempestades de poeira.

Fonte: Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, Observatório Terrestre
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