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MEIO AMBIENTE TERÁ MAIS PROTEÇÃO A
PARTIR DA APROVAÇÃO DO PROTOCOLO DE 1996
O
descarte de resíduos no mar vai estar regrado a partir de 24 de março
pelo Protocolo de 1996. Esse tratado aprimora a Convenção de Londres
sobre a Prevenção da Poluição Marinha por Alijamento de Resíduos e
Outras Matérias do Mar, datada de 1972.
Com a adesão do México na Convenção, confirmada na última
quarta-feira (22), o protocolo soma números
suficientes para entrar em vigor. O país foi o 26º a entrar no
tratado e o 15º contratante da Convenção.
Já o Brasil, que participou ativamente
na elaboração do documento, vai ser apenas observador nesta
primeira reunião do Protocolo, que ainda não tem data confirmada
para acontecer. O país teve participação na Convenção em 1982.

Um passo importante vai ser dado no meio
ambiente se o Brasil se tornar parte do Protocolo, pois a busca de
solução para problemas graves, como o que ocorre na dragagem do Porto
de Santos, em São Paulo, não pode
parar.
No ano de 2004, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou
uma resolução para definir regras para a retirada de resíduos tóxicos,
com o objetivo de tentar conter o descarte de poluentes, que acabam
levando para o mar metais pesados com conseqüências extremamente
prejudiciais ao ambiente aquático.
A importante adesão brasileira ao Protocolo permite que o país tenha
mais recursos para que órgãos como Ibama, ou Secretarias Estaduais de
Meio Ambiente exerçam uma fiscalização efetiva no processo de
dragagem.
No Protocolo, o descarte de produtos perigosos no mar só poderá
ocorrer se antes os órgãos competentes forem informados de que não
havia outra solução para o destino dos resíduos poluentes, como a
reciclagem e o manejo desses produtos.
O Protocolo ainda estabelece diretrizes para que cada país possa
definir quais produtos poderão ser descartados no mar, sem que isso
represente um desrespeito à Convenção de Londres.
O Ministério do Meio Ambiente considera a participação brasileira no
Protocolo de fundamental importância, pois a fiscalização, controle e
prevenção ficarão mais rígidos juntamente à legislação brasileira.
Redação 360
Bia Pedrosa
Fonte:
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?action=news&did=17766
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