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Asfalto Borracha
Informativo Técnico ARTESP
Desde seu início, o Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo vem impulsionando significativos avanços no campo da engenharia rodoviária, como conseqüência do empenho das concessionárias em desenvolver novas tecnologias capazes de dotar a rede viária de modernidade compatível com os padrões internacionais, elevar a qualidade dos serviços prestados e ampliar o conforto e a segurança dos usuários. Em alguns casos, com resultados igualmente positivos na relação custo/benefício.
No conjunto de soluções tecnológicas de ponta implantadas nas rodovias paulistas destacam-se as inovações introduzidas na área da pavimentação, uma das mais sensíveis do programa de obras em razão dos custos elevados, eventuais ocorrências de deterioração precoce e necessidade de intervenções localizadas para contornar problemas de aderência pneu/pavimento (derrapagem e aquaplanagem). Daí a necessidade de desenvolvimento de alternativas que venham solucionar essas questões e assegurar vida útil prolongada ao revestimento.
Dentre as alternativas estudadas, pesquisadas e testadas ao longo do programa de concessões, uma das soluções que vêm se revelando eficaz é a do asfalto borracha. Esse tipo de revestimento, obtido através da inserção de pneus usados na mistura asfáltica, veio acrescentar comprovada qualidade à pavimentação, conforme demonstram os testes que estão sendo realizados pelas concessionárias.
Além do aspecto técnico/econômico, essa alternativa vem ainda oferecer significativa contribuição à proteção do meio ambiente, ao dar destinação útil a milhões de pneus que seriam descartados na natureza. Por essa razão, o asfalto borracha tornou-se também conhecido como asfalto ecológico.
Para se ter uma idéia da amplitude do benefício ambiental que será proporcionada por esse tipo de pavimentação, basta atentar para dados da ANIP - Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, que estima a produção brasileira de pneus em 41,3 milhões de unidades anuais, dos quais 30 milhões são descartados.
Esse duplo benefício do asfalto ecológico tem estimulado empresas a desenvolver e aprimorar a tecnologia de fabricação de ligantes betuminosos modificados por borracha, visando melhorar as propriedades do asfalto convencional, especialmente no que se refere à resistência à fadiga, redução ao desgaste e envelhecimento proporcionando maior vida útil ao pavimento.
Considerando que um pneu novo de automóvel de passeio pesa cerca de 10 kg, constituído 85% de borracha, 12% de aço e 3% de lona, e levando em conta as porcentagens de betume e borracha utilizados nos projetos de mistura asfáltica, conclui-se que são necessários 1.000 pneus por km recapeado para uma espessura de revestimento de quatro centímetros.
No Estado de São Paulo, acompanhadas pelas áreas técnicas da Artesp, as concessionárias iniciaram os testes com asfalto borracha em abril de 2002, aplicado inicialmente na SP-330 Via Anhangüera, trecho concedido a Intervias. Atualmente, estão recapeados 62 km com asfalto borracha em rodovias concedidas a Intervias, Viaoeste, Colinas, SP Vias e Ecovias, sendo que o programa continua em expansão.
Essa busca incessante de inovações e de qualidade na área de pavimentação, com reflexos muito positivos no campo da proteção ambiental, revela o empenho do Poder Público e da iniciativa privada, com intermediação da Artesp, na oferta de soluções à sociedade que contemplem não apenas seus anseios de conforto e segurança, mas também de qualidade de vida.
Engenheiro Arnaldo da Silva Júnior
Diretoria de Investimentos
Julho/2003
Fonte: ARTESP www.artesp.sp.gov.br
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